Casa de Teodósio (379 d. C.- 455 d. C.)

Teodósio, dito o Grande, foi não só um cristão devoto, que perseguiu seitas hereges, como também um hábil general que combateu e venceu inúmeras guerras. Nasceu aproximadamente em 346 d. C., filho do comandante Teodósio. Foi nomeado Imperador do Oriente a 19 de janeiro de 379 d. C. por Graciano. Quando este foi assassinado, em agosto de 383 d. C., Teodósio reconheceu o usurpador Máximo, mas quando este invadiu a Itália, em 388 d. C., Teodósio derrotou-o numa campanha relâmpago em Aquileia. Novamente, em 392 d. C., foi obrigado a intervir quando Eugénio usurpou o título imperial, derrotando-o na Batalha de Fluvius Frigidus, em 394 d.C. Teodósio acolheu na sua corte muitos cristãos do Ocidente, tendo sido batizado pouco depois de sua subida ao trono imperial. Foi de sua responsabilidade o Édito de Tessalónica (380 d. C.), impondo a ortodoxia de Nicéia, e o Concílio de Constantinopla, onde o primeiro foi confirmado.
Aprovou inúmeras leis contra os hereges, proibiu todos os sacrifícios pagãos e, em 392 d. C., interditou o culto pagão. Foi com Teodósio que se deu a separação entre o estado romano e o paganismo antigo, ao recusar o tradicional pontificado máximo. Morreu em Milão, a 17 de janeiro de 395 d. C., deixando o Império dividido entre os seus dois filhos: Arcádio Leão, no Oriente, e Honório Majoriano, no Ocidente. Primogénito de Teodósio, Flávio Arcádio subiu ao trono de Constantinopla com a notícia da morte de seu pai, em 395. Foi um imperador de carácter débil e influenciável, manipulado inicialmente pelo seu adjunto Eutrópio, depois por Eudóxia, sua esposa, e finalmente pelo Prefeito do Pretório Antémio, cuja supremacia no Oriente durou até à morte do imperador a 1 de maio de 408 d. C. Flávio Honório sucedeu a seu pai como Imperador do Ocidente, também em 395, governando até 423 (na regência e governação efetiva esteve o visigodo Estilicão, entre 395 e 408. Com a grande invasão da Gália em 406 d. C. e o estabelecimento da corte do usurpador Constantino III em Arles (407 d. C. - 411 d. C.), o Império do Ocidente sofreu um duro golpe. A invasão de Itália por Alarico, rei dos Visigodos, obrigou Honório a refugiar-se, juntamente com a sua corte, em Ravena. Graças aos esforços do seu novo comandante, Constâncio III, Honório recuperou grande parte da Gália e de Espanha. Morreu sem descendência a 15 de agosto de 423 d. C. Sucedeu-lhe Valentiano III (425-455), que assistiu ao desmantelamento do Império do Ocidente, à medida que este perdia território. Foi assassinado em 455 d. C., tendo sido o último representante da Casa de Teodósio no Ocidente. Neste ano de 455, entre março e maio, governou ainda no Ocidente o imperador Petrónio Máximo, o último imperador da Casa de Teodósio.
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