Casas do Parlamento Britânico

O edifício original do Palácio de Westminster, mandado construir por Eduardo, o Confessor (c. 1004 - 1066), e posteriormente ampliado por Guilherme I, o Conquistador (1027 - 1087), sofreu um incêndio a 16 de outubro de 1834.
O edifício das Casas do Parlamento (Houses of Parliament), situado na margem do rio Tamisa e sede do poder legislativo do Reino Unido, é o fruto de uma reconstrução levada a cabo pelo arquiteto Charles Barry. O primeiro-ministro de então, o duque de Wellington, sugeriu que o novo edifício do Parlamento se situasse o mais próximo possível do rio Tamisa. Charles Barry ganhou o concurso e as obras decorreram entre 1840 e 1867 segundo os princípios do estilo gótico, predominante na altura. Desta forma, as Casas do Parlamento simbolizam o reconhecimento do revivalismo gótico, presente numa arquitetura luxuosa, símbolo do poder institucional, que teve reflexos em posteriores projetos de edifícios públicos noutras cidades da Europa.
O resultado do trabalho de Barry foi uma construção com base numa planta axial, lógica, cheia de variedade e movimento, características proporcionadas pela iluminação massiva. As salas onde se realizavam as sessões, nomeadamente a Câmara dos Comuns, eram de dimensões modestas. Esta parte do edifício foi atingida por uma bomba incendiária em 1941, tendo sido posteriormente restaurada respeitando o desenho anterior. Apresenta uma longa fachada de 280 metros completamente simétrica e virada para o rio. A verticalidade das torres e a ornamentação escultórica, pináculos e cúpulas remetem para a Idade Média. A primeira sessão parlamentar ocorreu a 3 de fevereiro de 1852.
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