Castelo de Alcoutim

O Castelo de Alcoutim levantou-se outrora, no tempo dos mouros, num cerro, a sul da atual povoação, a escassos metros do rio Guadiana.
Esta fortificação ainda existia quando o castelo foi conquistado e terá sido el-rei D. Dinis quem, em 1304, impulsionaria uma série de obras de reedificação e melhoramentos. Desta época datará a ampla cintura de muralhas provida de três portas: a do rio Guadiana, a de Tavira e a de Mértola, dispostas segundo a orientação geográfica correspondente. A inscrição junto à porta de Tavira, alusiva a el-rei D. Afonso VI, sugere ter este monarca empreendido igualmente alguns melhoramentos.
O estado avançado de ruína deste castelo, já visível nos finais do século XVIII segundo a planta do General José Sande de Vasconcelos, não nos permite avançar com muitas considerações acerca da sua planta, das funções dos edifícios que dentro dele se ergueria e das técnicas de construção utilizadas. Parece-nos, segundo o mapa já referenciado, que o castelo deveria ter duas cinturas de muralha. Uma, de perímetro mais reduzido, de planta poligonal e a segunda, mais ampla, resguardando a fortificação do rio Guadiana, a leste, e das incursões vindas de Oeste e Norte como sugerem o nome atribuído às portas. Num dos ângulos da muralha mais circunscrita, ergue-se uma torre cilíndrica. O aparelho utilizado nos panos de muralha subsistentes é de feição irregular.
Facto memorável ligado ao Castelo de Alcoutim é ainda a assinatura de um tratado entre os monarcas D. Fernando de Portugal e D. Henrique II de Castela, a 31 de março de 1371. Este tratado ficou conhecido por "Pazes de Alcoutim" e terá sido ratificado, anos mais tarde, por incumprimento do monarca português.
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