Castelo de Alter do Chão

Protegendo o centro da vila alentejana de Alter do Chão, o Castelo é um belo exemplar da arquitetura medieval trecentista, erigido durante o reinado de D. Pedro I, corria o ano de 1359.
Conjuntamente com o denominado Castelo de Alter Pedroso - fortificação que se situava a cerca de dois quilómetros desta vila e que foi destruída na Guerra da Restauração do século XVII - o castelo estabelecia a defesa desta parte do território nacional. Apesar de D. Dinis ter decretado que a vila de Alter do Chão apenas teria como seu senhorio a figura do rei, D. João I quebra o compromisso anterior e entrega o governo militar desta vila a D. Nuno Álvares Pereira. A sua filha herda o castelo e a vila, passando estes, por casamento, para a posse da Casa de Bragança. Um dos duques desta casa, D. Fernando II, utilizaria no século XV este castelo como prisão - decisão que contribuiu como argumento de peso para a sua condenação à morte no processo em que estava envolvido de conspirar contra a pessoa do rei D. João II.
O castelo apresenta uma planta irregular e desenha um pentágono. O alto pano de muralha ameado é reforçado por três torres retangulares - numa delas rasgando-se a entrada ogival do castelo - e dois cubelos cilíndricos, o de nascente coroado por cónico coruchéu. Mais recuada surge a elevada e quadrangular Torre de Menagem com os 44 metros de altura e o parapeito protegido por ameias tronco-piramidais. No seu interior destaca-se uma sala com abóbada de berço e reforçada por arcaria, iluminada por janela gradeada.
Contígua à menagem surge a fachada da arruinada Alcáçova e de outras dependências castrenses, com os seus panos rasgados por diversas janelas, portas e uma escadaria de acesso, algumas destas aberturas realizadas em obras posteriores de remodelação da fortaleza.
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