Castelo de Paiva


Aspetos Geográficos
O concelho de Castelo de Paiva, do distrito de Aveiro, é limitado a norte pelos concelhos de Penafiel e de Marco de Canaveses, a este pelo de Cinfães, a oeste pelos de Gondomar e Sta Maria da Feira e a sul pelo de Arouca.
Abrange uma área de 115 km2, subdividida em nove freguesias: Santa Maria da Sardoura, Raiva, Pedorido, Bairros, S. Martinho, Sobrado, Fornos, Real e Paraíso. Em 2005, o concelho apresentava 17 128 habitantes.
O natural ou habitante de Castelo de Paiva denomina-se paivense ou paivoto.
O concelho abrange uma área com um solo muito fértil, principalmente nos vales dos rios Douro, Arda e Paiva, que desaguam no lugar do Castelo, onde existem várias praias fluviais. O relevo é bastante sinuoso, existindo serras de altitudes consideráveis, como a de S. Domingos, com mais de 500 metros de altitude. A floresta é também um elemento marcante da paisagem concelhia, principalmente pelo pinheiro bravo e pelo eucalipto.

História e Monumentos
As terras de "Paiva" aparecem datadas num documento de 883, e eram assim designadas até ao século XIX, passando a denominar-se "Castelo de Paiva", segundo documento de 4 de março de 1852. O topónimo "Castelo de Paiva" advém da aldeia do castelo, situada em socalcos, próximo da foz do rio Paiva, na qual se supõe ter origem uma fortificação luso-romana.
Em dezembro de 1513 recebeu foral do rei D. Manuel I. A história do concelho está bastante ligada ao nome de Martinho Pinto Montenegro, que foi o primeiro Conde de Castelo de Paiva. O concelho permaneceu comarca até 1927.
Do património arquitetónico são de destacar a Anta do Vale da Rua; o Marmoiral da Boavista; várias quintas senhoriais dos séculos XVII e XVIII (como a da Boavista ou o Solar da Fisga); a típica Casa Duriense (onde se incluem as antigas eiras e canastros); a Igreja de Nossa Senhora da Assunção (séc. XIII), em Sobrado; a Igreja Matriz de Real e as suas esculturas e o pelourinho. Existem também monumentos pré-históricos, como as mamoas e os dólmenes.

Tradições, Lendas e Curiosidades
Há várias festas no concelho, sendo de destacar: a de S. Domingos da Serra, em Raiva, a 3 e 4 de agosto; a da Sra. da Saúde, na freguesia de Real, no último domingo de agosto; a de Sta. Eufémia, na freguesia de S. Pedro do Paraíso, de 14 a 16 de setembro; a de S. Lourenço, em Bairros, no segundo domingo de agosto, e a de S. João, que coincide com o feriado municipal, que é no dia 24 de junho.
A nível de feiras, são de referir a do Vinho, que se realiza nos finais do mês de julho, e a do Século XIX, realizada a 19 de setembro.
O artesanato tem tido uma grande expansão no concelho, associado à importância que têm vindo a adquirir a cultura e o lazer, de modo a serem mantidas as tradições e as raízes culturais. Assim, são de referência os trabalhos em cobre, em linho, a manufatura de mantas e a cestaria.

Economia
Foi um concelho marcado pela atividade rural e pela exploração de carvão nas Minas de Pejão, outrora ricas em antracite, que abrangiam três freguesias. Em tempos mais atuais, os recursos do solo, como as vinhas do Enforcado, nas vertentes de socalco, bem como algumas pedreiras de granitos e xistos, têm um papel importante na economia concelhia. A indústria tem vindo a adquirir importância, nomeadamente a do calçado, a têxtil, a da madeira e a de marroquinaria. A falta de acessibilidades tem sido um entrave para o desenvolvimento do concelho.
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