Castelo de Pombal

A vila de Pombal viu ser erguido, na sua mais elevada e rochosa colina, um castelo pela iniciativa de Gualdim Pais, mestre da Ordem do Templo em Portugal, corria o ano de 1160. Esta seria uma zona defendida pelos Templários, numa época em que se temiam as incursões muçulmanas nas inseguras terras situadas a sul do Rio Mondego. Ao mesmo tempo que se pugnava pela defesa territorial, as novas construções militares abrigavam populações recentes, essenciais para assegurar uma eficaz política de repovoamento do território conquistado.
A fortaleza foi implantada segundo uma orientação noroeste-sudoeste, com a primeira zona defendida por uma muralha retilínea e ameada, enquanto as partes restantes se articulavam segundo os ângulos das suas torres defensivas. Dez cubelos percorridos por extenso adarve robustecem a cerca amuralhada, reforçados na extremidade sul pelos grossos panos da Torre de Menagem, bem apoiada na sua base tronco-cónica e nos seus dois gigantes adossados em cunha. A porta principal está próxima da Menagem e é flanqueada por torreões. Algumas áreas da barbacã ainda sobrevivem, bem como as ruínas de diversas estruturas arquitetónicas de diferentes épocas e que enformavam o interior da praça de armas - tais como alicerces, pavimentos, paredes, arcos e, igualmente, ruínas da primitiva igreja românica de S. Miguel.
Na zona ocidental da muralha ergueu-se a alcáçova quinhentista, subsistindo da época manuelina os brasões reais e uma janela geminada. Extramuros, próximo da ala sul, situava-se a arruinada e antiga matriz de Pombal, a Igreja de Santa Maria do Castelo.
Poupada às vicissitudes da guerra durante alguns séculos, Pombal sofreria cruel e trágica devastação na época das Invasões Francesas. Com efeito, momentos de drama e horror foram vividos em 1811, por alturas da terceira invasão, sob o comando de Massena, que regressava derrotado nas Linhas de Torres Vedras. A brutalidade e a vingança abateram-se sobre a indefesa população de Pombal. Na sua espiral de violência, os franceses destruíram igrejas e conventos, roubaram e maltrataram, para, finalmente, incendiarem toda a vila e o seu austero e pacífico castelo.
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