Castelo Novo

Corresponde a uma das dez aldeias históricas de Portugal. Situa-se na região sul da Beira Interior, na meia-encosta leste da serra da Gardunha. A aldeia está a 703 metros de altitude e localiza-se entre duas ribeiras. Dista 18 quilómetros do Fundão e 35 quilómetros de Castelo Branco.
A sua ocupação humana remonta ao Calcolítico, havendo referências à Idade do Bronze e à do Ferro e aspetos relacionados com a ocupação romana. O topónimo pode estar ligado à existência remota de um local fortificado. A sua existência é comprovada na Idade Média, início do século XIII, no reinado de D. Sancho I, e então designava-se Alpreada. O seu primeiro foral confere a Castelo Novo a maior antiguidade de todos os concelhos existentes nos arredores do atual município do Fundão. Posteriormente foi abandonada, doada aos Templários, mais tarde Ordem de Cristo, para que se procedesse ao seu repovoamento e se assegurasse a posse dos domínios reconquistados aos Mouros. Em 1290 D. Dinis mandou reconstruir o castelo e a povoação foi arborizada, formando soutos de castanheiros. D. Manuel, em 1510, mandou erguer o pelourinho e a Casa da Câmara, que apresenta armas manuelinas e tem na sua frontaria uma fonte com três bicas de estilo Manuelino. Em 1557 é elevada a vila e na primeira metade do século XVIII é alvo de um impulso construtivo, graças ao ouro vindo do Brasil. São testemunhos desse desenvolvimento a Igreja Matriz, construída em 1732, e o Chafariz da Bica, ambos monumentos com as armas de D. João V. No século XIX perde a sua autonomia de município e é integrada no concelho de Alpedrinha, anexando-se mais tarde ao do Fundão.
Os edifícios e todo o espaço da aldeia estão a ser recuperados, realçando os vestígios da sua história. Atualmente constitui ponto de visita obrigatória no caminho da serra da Estrela. As atividades ligadas ao turismo estão a desenvolver-se. A aldeia possui comunicação rodoviária através da EN18 e ferroviária pelo apeadeiro de caminho de ferro.
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