Catedral de Aachen (ou Aix-la-Chapelle)

Também conhecida por Catedral de Aix-La-Chapelle (designação francesa de Aachen), foi mandada construir pelo imperador Carlos Magno. No centro encontra-se a capela palatina, sagrada em 805, que fazia parte de um vasto palácio onde Carlos Magno fixou residência, destruído pelos Normandos em 881. As belas-artes faziam parte do plano de ação do Imperador, que se inspirou na magnitude de Roma para dar grandeza ao seu império, iniciando um período de renovação cultural que ficou conhecido por Renascimento Carolíngio. A obra esteve a cargo do arquiteto Otão de Metz, que se inspirou em S. Vital de Ravena, sendo erigida com materiais importados de Itália. Otão não se limitou a copiar S. Vital mas reinterpretou-o, tornando-se a sua fachada ocidental, ladeada por duas torres, na base de muitas igrejas medievais europeias. A capela palatina, núcleo central da catedral, apresenta planta octogonal com tribuna, dentro da tradição bizantina. Devido à associação à figura de Carlos Magno e ao seu império, foi sendo sucessivamente enriquecida, tendo sido anexados um coro gótico e várias capelas, nos séculos XIV e XV, transformando-se na catedral desta cidade alemã, onde eram sagrados os imperadores germânicos da Idade Média. Do seu espólio fazem parte as relíquias de Carlos Magno, as vestes de Cristo e da Virgem, a mortalha de S. João Batista, o que a tornou num centro de peregrinação a partir do século X.
É um monumento classificado Património Mundial pela UNESCO.
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