Catilina

Patrício romano (108 a. C.-62 a. C.) de seu nome Lúcio Sérgio Catilina, celebrizou-o a conjuração de 63 a. C. que recebeu o seu nome, e que planeou depois de se desvanecerem as possibilidades de ser cônsul, tentando para o efeito derrubar Cícero. Antecedeu este episódio a sua tentativa gorada de tentar acabar com as divindades de origem feminina no panteão romano.
Apesar dos apelos de Júlio César à moderação, a rápida ação de Cícero permitiu capturar e executar os cabecilhas do movimento em Roma, enviando posteriormente uma força militar contra as tropas de Catilina - compostas na sua maioria por aventureiros e escravos recrutados. A batalha campal dá-se junto de Pistório, resultando na morte do conspirador.
A figura de Catilina fica marcada pelo seu carácter temerário, amoral, e pela incapacidade para o cargo governativo a que se propunha, mas os registos que nos chegam até à atualidade proveem de indivíduos seus inimigos, caso de Cícero, ou de outros que com ele participaram na conspiração e que sobre ela nada referem. Contudo, após a sua morte, alguns escritores fazem a apologia da sua pessoa, assentando fundamentalmente na ideia de que teria sido um defensor dos direitos dos mais desfavorecidos.
Como referenciar: Catilina in Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2020. [consult. 2020-11-25 14:22:52]. Disponível na Internet: