Cavaleiros de Rodes

Em 1309 estes cavaleiros montaram na ilha de Rodes o seu quartel-general, transformando a ilha num estado territorial, cuja marinha se ocupava em manter o mar Mediterrâneo livre da navegação muçulmana.
Os bens dos Cavaleiros Templários, destituídos em 1312, foram doados a esta ordem de cavalaria, que se viria a chamar dos Cavaleiros de Rodes. A ordem formava unidades nacionais no exterior filiadas na Ordem, as Langues.
A ocupação de Rodes cessou em 1522, quando a ilha foi tomada pelos turcos otomanos, deixando os cavaleiros desalojados até 1530, quando se instalaram na ilha de Malta. Na sua nova casa, os cavaleiros fizeram-se governantes de Malta, a ilha que lhes deu o nome, e ficaram famosos pela defesa da ilha contra a frota otomana em 1565.
Sob esta designação - Cavaleiros da Ordem de Malta - perderam as suas propriedades britânicas e germânicas, durante a Reforma Protestante, e as possessões francesas com a Revolução Francesa.
Malta foi, entretanto, protegida pelos russos, mas caiu sob as forças de Napoleão. O mosteiro foi então deslocado para Trieste, na Itália, em 1798, e depois em 1834 para Roma. Por esta altura, os russos confiscaram todas as propriedades da ordem nos seus territórios.
Já no século XX, os Cavaleiros de Malta foram reconhecidos, em 1961, pelo Papa João XXIII como uma comunidade religiosa e uma ordem de cavalaria, organizada em cinco priorados e com um conjunto de nações associadas. Esta comunidade deu continuidade às suas relações diplomáticas com o Vaticano e com alguns países. Enquanto comunidade religiosa, a ordem mantém instalações hospitalares, centros de primeiros socorros e meios para auxiliar refugiados e vítimas de guerras.
Os membros desta ordem/comunidade usam vestes negras, com uma estrela maltesa de oito pontas, o seu grão-mestre é intitulado príncipe, detendo um posto hierárquico idêntico ao de cardeal. Têm um estatuto de Estado soberano, sem território próprio.

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