Ceará

O estado do Ceará fica na região Nordeste do Brasil. Faz fronteira a leste com os estados de Rio Grande do Norte e Paraíba, a sul com o estado de Pernambuco, a oeste com o estado de Piauí. A norte fica a costa atlântica, com 573 km de extensão. A capital é Fortaleza. O estado do Ceará tem uma área de 148 825 km2. A população é de 8 217 085 habitantes, pelo censo de 2006, com uma densidade populacional de 55,21 hab/km2. A expectativa média de vida é de 69,2 anos. O nome Ceará, segundo alguns, deriva do nome "siriará", um tipo de caranguejo que abunda no litoral.
O relevo é caracterizado por uma planície costeira, pouco recortada com altitudes até 100 m. Para o interior fica uma zona de planalto atingindo altitudes entre os 400 e os 500 m. Na serra do Olho d'Água, o pico da Serra Branca, a 1154 m de altitude é o ponto mais elevado do Ceará. A hidrografia é dominada pelo rio Jaguaribe, que percorre a região para sul e leste. Devido às secas recorrentes, os cursos de água tem muitas vezes falta de água ou estão secos. O clima é tropical com temperaturas que variam entre os 24ºC e 30ºC e a precipitação média anual é na ordem dos 600 mm. As condições são menos severas na faixa costeira. A vegetação é típica de condições semiáridas, com predomínio da catinga, que ocupa 88% do território do Ceará. Na chapada de Araripe fica a floresta do mesmo nome, onde se encontra a maior concentração de fósseis do mundo com 65 milhões de anos.
Em 535 as terras do Ceará foram doadas a António Cardoso de Barros que nunca chegou a tomar posse de capitania. Data de 1603 a primeira colonização que tinha por fim explorar o rio Jaguaribe, afastar a pirataria, contactar os índios e tentar encontrar metais preciosos, o que se revelou infrutífero. A escravatura dos índios mostrou-se mais proveitosa. Só em 1612 é que Martim Soares Moreno, o grande dinamizador da região, construiu o Forte de São Sebastião, hoje Barra do Ceará. Foi a colonização holandesa que impulsionou o estabelecimento de colonos, dando origem à vila de Fortaleza, que em 1726 se tornou capital. O interior do Ceará, que até 1799 fazia parte do território de Pernambuco, foi explorado, por pernambucanos e baianos na mira do desenvolvimento da pecuária. Junto das grandes fazendas e pontos de passagem nasceram as vilas do interior. O charque, carne seca ao sol, usado na alimentação dos escravos, foi o principal objeto do comércio durante o século XVIII e XIX.
Após a independência do Brasil, o estado do Ceará aderiu à Confederação do Equador, numa tentativa de implantar um governo republicano. O Ceará foi a primeira província do Brasil a abolir a escravatura antes de 1888. Com a República, o Ceará passou por uma crise severa que conjugava as secas cíclicas com o despotismo dos grandes fazendeiros. As condições de miséria em que a maior parte da população vivia favoreceram o aparecimento de movimentos religiosos de tipo messiânico, como a Comunidade do Caldeirão, do Padre Cícero, nos anos 30.
Embora o setor agropecuário continue a ter uma grande importância na economia da região, as indústrias têxteis e alimentícia, com especial relevo para a produção da castanha-do-pará, têm sido incentivados desde os anos 70.
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