César Lombroso

Criminologista e professor catedrático italiano, César Lombroso nasceu em 1836, em Verona, e morreu em 1909, na cidade de Turim. Estudou Medicina em Pádua, Viena e Paris. Durante um período da sua vida foi médico militar. Posteriormente foi diretor de um hospital psiquiátrico e professor de Psiquiatria e de Medicina Legal nas universidades italianas de Pádua e Turim.
A sua obra mais famosa intitula-se L'uomo delinquente (1876). Nesta obra, Lombroso aborda a génese do crime de um ponto de vista evolutivo e positivista. Para o efeito, estuda o crime e a prostituição entre os "selvagens", chegando mesmo a examinar determinados comportamentos das plantas e dos animais. Estuda também a loucura moral e o crime infantil. Contudo, a parte mais importante da obra é consagrada ao estudo da anatomia patológica e da antropologia criminal. Examina centenas de crânios e milhares de indivíduos e reproduz estudos sobre o crânio, bem como sobre diversas anomalias cranianas. Conclui que os grandes criminosos apresentavam uma fossa occipital semelhante à dos vertebrados superiores. Dito de outro modo, Lombroso defende que o bandido é um ser atávico, do ponto de vista físico, e que se poderiam encontrar reminiscências de raças primitivas entre os criminosos natos.
Prosseguindo as suas hipóteses, Lombroso caracterizou vários tipos distintos de criminosos, defendendo que cada um destes tipos (o violador, o ladrão, o assassino, etc.) ostentava traços específicos. Defendeu ainda que os criminosos apresentavam anomalias funcionais e morfológicas e chegou mesmo a colocar a hipótese de a epilepsia estar relacionada com a tendência para o crime. Apesar de muito contestadas e ultrapassadas, as teses lombrosianas tiveram um papel importante para a sedimentação da antropologia criminal e estiveram na origem de diversas investigações científicas.
Outras obras importantes de César Lombroso:
1870, Studi clinici ed esperimentali sulla natura, causa e terapia della pellagra
1871, L'uomo bianco e l'uomo di colore. Letture sull' origine e le varieta delle razze umane
1888, Palimsesti del carcere; raccolta unicamente destinata agli uomini di scienza
1892, Trattato profilattico e clinico della pellagra
1893, La donna delinquente; la prostituta e la donna normale
1893, Le piu recenti scoperte ed applicazioni della psichiatria ed antropologia criminale
1894, L'uomo di genio: in rapporto alla psichiatria, alla storia ed all'estica
1896, La femme criminelle et la prostituée. Paris: F. Alcan, 1896. (com Guglielmo Ferrero)
1897, Genio e degenerazione. Nuovi studi e nuove battaglie
1902, Delitti vecchi e delitti nuovi; con 5 tavole e 19 figure
1902, Nuovi studii sul genio
1909, Ricerche sui fenomeni ipnotici e spiritici; con 57 figure intercalate nel testo e 2 tavole separate
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