Chapitô

O Chapitô, situado na Costa do Castelo, fundado em 1981, em Lisboa, por iniciativa de Teresa Ricou, é uma instituição sem fins lucrativos, uma Organização Não Governamental para o Desenvolvimento que faz parte da Plataforma Portuguesa das ONGD, com estatuto de IPSS, com estatuto de Superior Interesse Social e Manifesto Interesse Cultural, que promove a educação e formação profissional de jovens através de atividades nas áreas artística, cultural e social, visando, desta forma, a sua integração social. O objetivo primordial da instituição é fomentar a convivência entre as diversas áreas que compõem o projeto e a organização de atividades que possibilitem o encontro entre pessoas de várias idades. O Chapitô na sua prestação de serviço público tem uma relação privilegiada com o Ministério da Cultura, o Ministério da Justiça, o Ministério da Educação, o Ministério do Trabalho e da Segurança Social, o Ministério da Defesa, o Instituto da Juventude, o Instituto de Emprego e de Formação Profissional, entre outros.
A primeira iniciativa do Chapitô foi a fundação da Escola de Circo Mariano Franco, no espaço da Santa Casa da Misericórdia, num Lar de Idosos, no Bairro Alto, que veio a ser frequentada por jovens artistas e idosos do Bairro Alto. Em 1991, já na Costa do Castelo, a escola de circo evoluiu para a Escola Profissional de Artes e Ofícios do Espetáculo, onde é possível frequentar os cursos de Artes e Animações Circenses e de Ofícios do Espetáculo, com estágio integrado.
O Chapitô, por altura da sua mudança do Bairro Alto para a Costa do Castelo, passou também a atuar noutras áreas, de ação social e animação, fazendo, por exemplo, a aproximação artística e o acompanhamento de menores internados no Centro Educativo da Bela Vista e do Centro Educativo Navarro de Paiva.
De entre as várias atividades de que dispõe, fazem parte:
- A Animação em Ação, projeto ligado à integração social dos jovens dos institutos de Reinserção Social (Centro Educativo da Bela Vista e Navarro de Paiva) através de ateliers de artes circenses, de jardinagem, de capoeira, de expressão dramática e teatro, e nascido de um protocolo estabelecido com o Ministério da Justiça;
- A Residência Aberta – Lar de Transição, que visa ajudar os jovens a construir os seus projetos de vida e cuidar da sua integração na sociedade;
- O Apoio Psicossocial, criado com o intuito de acompanhar e preparar a integração social de jovens em situação de risco e exclusão social;
- O ATL Porta Aberta, que dispõe de atividades de apoio à formação escolar, com destaque para a área informática, e ainda, para a disponibilização de consulta de livros na Biblioteca e Centro de Documentação Luísa Neto Jorge, criada pela instituição, e que acolhe também tertúlias, debates e conferências;
- O CAAPI, Centro de Acolhimento e Animação para a Infância - João Santos, para crianças dos 8 meses aos 12 anos.
Para além de todas as atividades e a escola referidas, possui uma companhia de espetáculos e uma produtora de espetáculos com equipamento audiovisual e multimédia. A Companhia do Chapitô, criada em 1996, articula as várias artes do espetáculo, naquilo que define como Teatro do Gesto, onde é privilegiada a expressão corporal. A Companhia Chapitô já encenou espetáculos como Não Diga Nada, O Café, Leonardo, Romeu e Julieta, Don Quixote e Tartufo em itinerância pelo mundo. As Produções Audiovisuais e Multimédia destinam-se a criar, produzir e realizar documentários, spots publicitários, curtas-metragens, espetáculos e produtos multimédia, para ações internas ou externas à instituição, organizando, nomeadamente, ciclos de cinema temáticos e exposições de fotografia.
O projeto Chapitô tem uma economia ssocial sustentada nos serviços de produção, criação e direção de espetáculos/eventos. O Restô e o Bartô com uma programação variada são também uma fonte de receitas.
Como referenciar: Chapitô in Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2020. [consult. 2020-02-22 16:41:13]. Disponível na Internet: