Charles Frederick Worth

Costureiro inglês, Charles Frederick Worth nasceu a 13 de novembro de 1826, em Bourne, Lincolnshire, e morreu em 1895, tendo sido considerado o pai da alta-costura.
Depois da sua família ter perdido a fortuna no jogo, Charles começou a trabalhar aos treze anos numa loja para artigos de costureiras, chamada Swan & Edgar. A partir daí passou por vários tipos de estabelecimentos até que, com 20 anos, decidiu mudar-se para Paris, à procura de mais riqueza. Depois de um ano de difícil adaptação a uma nova língua e cultura, arranjou um emprego na Gagelin's, uma empresa de xailes e tecidos de grande qualidade. Ao fim de pouco tempo, foi promovido e então conheceu Marie Vernet, por quem se apaixonou e que o inspirou a desenhar algumas peças de vestuário. O resultado agradou a Gagelin, que lhe ofereceu um pequeno departamento na loja. Era a própria Marie que exibia as roupas desenhadas por Charles e confecionadas com tecidos Gagelin. Worth foi o primeiro a usar manequins vivos, no caso Marie. No ano seguinte, em 1848, o seu gerente enviou para a Grande Exposição do Palácio de Cristal, em Londres, algumas das roupas desenhadas por Worth.
Em 1855, ganhou uma medalha na Exposição Universal, graças a um vestido bordado a ouro e com uns minúsculos bordados. Três anos depois, Worth e Marie, cansados de esperar por uma oferta de parceria da parte de Gagelin, abandonaram a empresa e associaram-se ao sueco Otto Bobergh. Abriram, assim, em Paris a casa Worth e Bobergh. Uma das primeiras clientes pertencentes à alta sociedade foi a princesa Meternick, esposa do embaixador austríaco. A partir daqui, a influência de Worth estendeu-se a toda a corte de Napoleão III.
Em 1870, na época em que os prussianos avançavam sobre Paris, teve de fechar a loja, mas na reabertura, em junho de 1871, já depois de Bobergh ter regressado à Suécia, nenhuma das suas anteriores clientes o havia esquecido. Nesta época já tinha cerca de 1200 empregados.
As roupas de Worth eram bastante apreciadas pelas mulheres por as tornarem bastante elegantes e serem, ao mesmo tempo, peças confortáveis.
A partir de 1880, a fama e o êxito de Worth eram de tal ordem que o costureiro servia às clientes que esperavam vez no seu atelier paté de foie grass, lagosta, pastéis e vinhos da Madeira. Também foi o primeiro a utilizar manequins humanos para as clientes poderem ver como ficava a roupa já vestida. Outra das inovações de Worth foi assinar as suas criações. Por tudo isto, foi considerado o pai da alta-costura.
Worth, que criou a palavra costureiro após uma adaptação de costureira, confecionava roupas para todas as ocasiões e foi o primeiro a ver as suas peças serem copiadas e distribuídas em todo o mundo.
Foi ainda responsável pela introdução de um sistema de peças estandardizadas, onde cada uma delas poderia ser utilizada para diversas criações, assim como recorreu às máquinas de costura para fazer trabalhos com mais rapidez e qualidade.
O costureiro morreu em março de 1895, mas o negócio prosseguiu nas mãos dos seus descendentes diretos.
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