Charles Laughton

Ator norte-americano, de origem inglesa, nascido a em 1 de julho de 1899, em Scarborough, e falecido em 15 de dezembro de 1962, vítima de cancro. Criado junto duma família de hoteleiros, seguiu a mesma profissão até 1922, ano em que ingressou na Royal Academy of Dramatic Arts onde tirou o curso de Representação. Em 1926, estreou-se como ator profissional nos palcos do West End Londrino e mais tarde na Old Vic, onde granjeou reputação como sólido intérprete shakesperiano. Em 1928, chegou ao cinema, estreando-se com um papel em Blue Bottles (1928). Em 1929, casou-se com a atriz Elsa Lanchester, que conhecera durante as rodagens de Cornets (1929). Seguiram-se prestações em Wolves (Lobos, 1930), If I Had a Million (Se Eu Tivesse Um Milhão, 1932) e The Sign of the Cross (O Sinal da Cruz, 1932), onde recriou o imperador Nero. O filme que tornou Laughton conhecido junto do público internacional foi The Private Life of Henry VIII (A Vida Privada de Henrique VIII, 1933). O seu retrato do rei inglês fundador da doutrina Anglicana (que já havia personificado anos antes nos palcos londrinos) valeu-lhe o Óscar de Melhor Ator. Hollywood lança-lhe o «canto da sereia», requisitando-o para papéis exigentíssimos como o do pai que incorre em incesto, em The Barretts of Wimpole Street (As Virgens de Wimpole Street, 1934), o Inspetor Javert, em Les Misérables (Os Miseráveis, 1935), o mordomo que é ganho ao jogo por um milionário texano, em Ruggles of Red Gap (O Extravagante Senhor Ruggles, 1935), o Capitão Bligh, em Mutiny on the Bounty (Revolta na Bounty, 1935), numa prestação que lhe valeu nova nomeação para o Óscar, o famoso pintor holandês, em Rembrandt (1936), o imperador Cláudio, em I, Claudius (Eu, Cláudio, 1937) e Quasimodo, em The Hunchback of Notre Dame (O Corcunda de Notre Dame, 1939). Durante as décadas seguintes, Laughton conciliou o cinema com os palcos onde trabalhou como ator, diretor e encenador. Foi também o responsável pela realização dum dos mais belos títulos da História do cinema, o drama psicológico The Night of the Hunter (A Sombra do Caçador, 1955), protagonizado por Robert Mitchum, Lilian Gish e Shelley Winters e que conta a história de duas crianças que são perseguidas por um ladrão-assassino disfarçado de pastor evangélico (Mitchum) que procura uma grande quantidade de dinheiro roubado que fora escondido pelas crianças. O aparecimento dos primeiros sintomas de cancro não fizeram esmorecer Laughton que continuou a trabalhar. Em Witness for the Prosecution (Testemunha de Acusação, 1957), arrancou um dos mais portentosos desempenhos da sua carreira como um debilitado advogado de defesa dum alegado homicida, tendo sido nomeado para o Óscar de Melhor Ator. Integrou também o luxuoso elenco do épico Spartacus (1960), tendo trabalhado ao lado de Kirk Douglas, Jean Simmons, Laurence Olivier, Peter Ustinov e Tony Curtis. O seu último trabalho cinematográfico foi a sátira política Advise and Consent (Tempestade em Washington, 1962) de Otto Preminger.
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