Charles Taylor

Filósofo, pensador e político canadiano, nasceu a 5 de novembro de 1931, em Montreal, no Canadá, filho de pai canadiano-inglês e de mãe canadiano-francesa.
Após obter uma bolsa graças ao sucesso dos seus estudos na Universidade McGill, em Montreal, foi viver para Inglaterra, onde estudou filosofia na Universidade de Oxford. Após obter o doutoramento em Oxford em 1961, regressou ao Canadá e dedicou-se à política, inscrito no Novo Partido Democrático. Defensor da legitimidade do nacionalismo do Quebeque, participou em debates constitucionais, reflexões, simpósios e escreveu artigos em diversas publicações.
Defensor de uma participação ativa na vida política, Charles Taylor chegou a concorrer numas eleições contra o primeiro-ministro canadiano Pierre Trudeau. Entretanto, em 1964 publicou a sua tese de doutoramento sobre a explicação do comportamento. Nos seus trabalhos seguintes, defendeu que o ser humano só encontra sentido nos seus atos e na vida se se movimentar numa comunidade caracterizada por uma cultura, instituições e línguas partilhadas.
Em 1976, a Universidade de Oxford ofereceu a Charles Taylor a direção a cadeira de Pensamento Político e Social, que ele dirigiu até 1981. No ano seguinte, regressou ao Canadá e à Universidade McGill, onde lecionou a mesma disciplina, sendo uma das cadeiras mais prestigiados do mundo nessa matéria.
Em 1989, Charles Taylor venceu o prémio para melhor livro da história da filosofia, editado nos Estados Unidos da América. Três anos mais tarde, venceu o Prémio Molson do Conselho de Artes do Canadá.
Em 1992, Charles Taylor conquistou o Prémio Léon-Gérin na categoria de Ciências.
Em 1996, foi nomeado Cavaleiro da Ordem do Canadá e, quatro anos mais tarde, Grande Oficial da Ordem do Quebeque.
Taylor é considerado um dos pensadores políticos mais importantes da modernidade. Dedicou mais de 30 anos a explorar as fontes culturais e filosóficas que indicam o sentido e o valor que é dado à vida coletiva e pessoal.
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