Chernobyl

Cidade da Ucrânia, situada a noventa quilómetros de Kiev, em cujos arredores se encontra a central nuclear em que ocorreu o pior acidente nuclear de que há registo.

Na noite de 25 para 26 de abril de 1986, produziu-se uma reação química em cadeia que escapou ao controlo dos técnicos. Deram-se várias explosões que libertaram material radioativo (cerca de 8 toneladas) para a atmosfera. Esse material foi transportado para grandes distâncias, atingindo mesmo zonas da França e da Itália e provocando natural preocupação de populações e governantes um pouco por todo o mundo.
No dia seguinte, os habitantes da localidade (aproximadamente 30 000) começaram a ser evacuados. As primeiras análises verificaram desde logo que todo o ecossistema de Chernobyl - água, vida vegetal, etc. - havia sido contaminado.

Morreram cerca de trinta pessoas e muitas mais ficaram afetadas pelas radiações, vindo a morrer mais tarde. Ainda hoje as consequências do acidente se fazem sentir: na devastação da paisagem, na elevada taxa de mortes por cancro, nas crianças que nascem com deficiências, etc.

Desde a desagregação da União Soviética, o dinheiro necessário à manutenção da central e à prevenção de acidentes foi escasseando. Em 1991 nova ameaça surgiu em Chernobyl - um incêndio deflagrado na central levou ao encerramento do reator 2.

Este facto levou a Ucrânia a declarar que até finais de 2000 a central nuclear ficaria completamente encerrada. Para que o encerramento se desse em segurança, o país recebeu ajuda monetária internacional.

Em 1996 foi desligado o reator 1 e a 15 de dezembro de 2000 o terceiro e último reator foi desligado, terminando por completo o funcionamento da central nuclear.
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