China

Geografia
País da Ásia Oriental, oficialmente designado por República Popular da China. É o terceiro maior país do mundo, com uma área total de 9 596 960 km2. Estende-se por 5 000 km, de leste a oeste, e por 5 500 km, de norte a sul. O país faz fronteira com o Vietname, o Laos e Myanmar, a sul; a Índia, o Butão, o Nepal, o Paquistão e o Afeganistão, a sudoeste; o Tajiquistão, o Quirguistão e o Cazaquistão, a oeste; a Mongólia e a Rússia, a norte, e a Coreia do Norte, a nordeste; a leste, o país é banhado pelo mar da China Oriental e, a sul, pelo mar da China Meridional. A capital é Pequim (Beijing), com 5 770 000 habitantes (1990) e as outras cidades mais importantes são Xangai (7 497 000 hab.), Tientsin (4 575 000 hab.), Shenyang (3 604 000 hab.), Wuhan (3 284 000 hab.), Cantão (2 914 000 hab.), Harbin (2 443 000 hab.), Chungking (2 267 000), Nanking (2 090 000 hab.), Xi'an (1 959 000 hab.), Dalian (1 723 000 hab.), Chengdu (1 713 000 hab.), Changchun (1 679 000 hab.), Taiyan (1 534 000 hab.), Tsinan (1 481 000 hab.), Qingdao (1 459 000 hab.), Anshan (1 204 000 hab.), Fushun (1 202 000 hab.), Lanzhou (1 195 000 hab.), Changzhou (1 160 000 hab.), Zibo (1 138 000 hab.) e Kunming (1 127 000 hab.).

Clima No Norte e no interior, o clima é continental, com grandes amplitudes térmicas. Junto à Mongólia, o clima é desértico. No Sudeste e no Sul, o clima é tropical húmido do tipo monção.

Economia
A economia chinesa encontra-se num estado de transição desde 1970. O sistema comunista de tipo soviético (que consistia num planeamento das indústrias estatais e na agricultura coletivista) deu lugar a um sistema individual e cooperativo (uma mistura de público e privado), em que grande parte das manufaturas e dos serviços foi privatizada. Estas políticas tiveram um grande sucesso e deram à China um dos maiores crescimentos económicos do mundo, durante as décadas de 1980 e parte de 1990. A agricultura e a silvicultura contribuem com 1/4 para o Produto Interno Bruto (PIB). Os produtos cultivados são o arroz, o trigo, o milho, o sorgo, a cevada, a colza, o amendoim, o girassol, a melancia, a laranja, a batata, o melão, a noz, a batata-doce, a cana-de-açúcar, a beterraba, o algodão, a soja, o tomate, o tabaco e o chá. Em termos energéticos, além do elevado potencial hidroelétrico, merecem realce as reservas de carvão e petróleo. A indústria extrativa engloba também o cobre, o zinco, o chumbo, o estanho, o tungsténio, o ferro, a bauxite, o manganésio, a prata, o ouro, o sal, o gesso, os fosfatos, o talco, a barite, o espato, a grafite e o amianto. A eletrónica, os têxteis, a maquinaria e os produtos petrolíferos representam os setores industriais mais importantes do país. Os principais parceiros comerciais da China são o Japão, os Estados Unidos da América, a Coreia do Sul e a Alemanha.
Indicador ambiental: o valor das emissões de dióxido de carbono, per capita (toneladas métricas,1999), é de 2,3.

População
A população é de 1 313 973 713  habitantes (est. 2006), o que corresponde a uma densidade populacional de 136,12 hab./km2. As taxas de natalidade e de mortalidade são, respetivamente, de 13,25%o e 6,97%o. A esperança média de vida é de 72,58 anos. O valor do Índice do Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,721 e o valor do Índice de Desenvolvimento ajustado ao Género (IDG) é de 0,718 (2001). Estima-se que em 2025 a população seja de 1 464 029 000 habitantes. A etnia maioritária é a chinesa, com 92% da população total. Cerca de 71% da população não professa qualquer religião; 20% segue as crenças populares; os budistas são 6% e os cristãos equivalem a 3%. A língua oficial é o mandarim.

História
Entre 1911 e 1912 deu-se uma tentativa falhada, por parte do dirigente do Partido Nacionalista (Kuomintang), Sun Yat-Sen, de tornar a China num regime republicano. Esta ação deixou o país sem governo central. Nos trinta e sete anos seguintes, comunistas, nacionalistas e grandes chefes militares envolveram-se numa luta sangrenta pelo poder, que matou entre 11 e 12 milhões de pessoas. Em 1937, o Japão invadiu o país, conseguiu atenuar os conflitos internos, mas paralisou várias cidades e provocou muitos mortos. A derrota dos Japoneses deu-se com o final da Segunda Guerra Mundial.
Em 1949, Mao Tsé-Tung, líder do Partido Comunista, proclamou a República Popular da China. Imediatamente empreendeu a reforma agrária em larga escala, instituiu programas ambiciosos de educação e de saúde e nacionalizou as indústrias.
O domínio do comunismo não se confinou unicamente ao país. A China tomou o Tibete em 1950 e, logo a seguir, interveio militarmente na Guerra da Coreia. Mais tarde, envolveu-se em conflitos fronteiriços com a Índia. A política maoísta de desenvolvimento económico originou alguns períodos de agitação revolucionária. Em 1966, Mao lançou a Grande Revolução Cultural Proletária, com o objetivo de transformar a China numa verdadeira sociedade sem classes. Em 1970 criou um rigoroso programa de planeamento familiar que ainda hoje vigora. Trata-se da política que proíbe os casais de terem mais de um filho, penalizando as famílias que tiverem mais de dois. Esta revolução prolongou-se até à morte de Mao, em 1976.
Depois de várias reformas, o crescimento económico da China tornou-se no terceiro maior do mundo (depois dos EUA e do Japão). O país continua a ser uma república popular comunista, em que o primeiro-ministro governa com uma assembleia nacional. Contudo, têm sido dados sinais de abertura à mudança. Entre eles, é de destacar a fórmula "um país, dois sistemas", que Deng Xiaoping começou a aplicar e que, a partir de 1997, com a devolução de Hong Kong à soberania chinesa, vê mais uma vez testadas as suas possibilidades de funcionamento. A 20 de dezembro de 1999, sob a mesma fórmula, o território administrativo português de Macau passou para a administração chinesa.
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