Christian Lacroix

Costureiro francês nascido a 16 de maio de 1951, em Arles, no sul de França. Tinha como aspiração, enquanto jovem, vir a ser curador de um museu e, assim, seguiu estudos em Artes. Licenciou-se na Universidade de Montpellier e, em 1973, mudou-se para Paris, para frequentar o Instituto de Arte, na Sorbonne, com o intuito de fazer uma pós-graduação sobre vestuário no século XVII. Neste estabelecimento de ensino conheceu Françoise, a sua futura mulher, que o convenceu a desenvolver o seu trabalho de design de roupas. Como fruto dessa aposta, que incluiu a exposição dos seus desenhos a gente importante como Karl Lagerfeld, em 1978 arranjou um lugar na Hermés, como assistente de Guy Paulin. Dois anos depois, colaborou com este costureiro na confeção de roupas para a corte imperial japonesa, mas, no ano seguinte, passou a trabalhar na casa de Jean Patou, com Jean-Jacques Picard. Esta dupla dedicou-se então à alta-costura, uma área que na época estava em crise. Ao introduzir a extravagância e o barroco na alta-costura, estabeleceram uma tendência importante para a década de oitenta.
O trabalho de Lacroix foi reconhecido em 1986 ao ser-lhe atribuído o prémio "Dedal de Ouro", galardão que tornou a receber em 1988. Também nos Estados Unidos, a sua obra fez furor e, em 1987, foi nomeado pela Comissão da Moda o estilista estrangeiro mais influente no país.
Nesse mesmo ano, fundou a casa Lacroix, sendo a primeira vez em 25 anos, desde Yves Saint Laurent, que alguém montava uma nova casa de moda em Paris. Apresentou, então, a sua primeira coleção, chocando o mundo da moda com crinolinas espumosas, altas cabeleiras com talco estilo Luís XIV e roupões coloridos. Recebeu grandes aplausos e também algumas críticas negativas, como as provenientes dos Estados Unidos, onde lhe chamaram machista e retrógrado.
O certo é que Lacroix foi visto como um salvador da moda, que atravessava um período de estagnação em termos de ideias. No entanto, apenas vendeu cerca de vinte dos seus sumptuosos e caros vestidos em dois anos. Cada vestido vendido significava uma boa quantia de dinheiro, mas nem por isso a casa de Lacroix evitou andar envolvida em dívidas durante sete anos.
Resolveu então, logo em 1988, lançar linhas de pronto-a-vestir e, no ano seguinte, dedicar-se aos acessórios. Em 1990, apresentou o primeiro perfume Lacroix, chamado C'est la Vie! e, quatro anos mais tarde, criou a linha de vestuário Bazaar, acessível aos admiradores que não tinham posses para comprar as grandes criações. Contudo, ao contrário de muitos outros criadores que se concentraram apenas no pronto-a-vestir, continua a apostar em roupas pomposas para fazer desfilar nas passerelles.
A diversificação de ofertas com o nome Lacroix prosseguiu em 1995, com os têxteis para casa, e em 1996, com os jeans.
Lacroix, que também desenha roupa para companhias de ópera e teatro, uma das suas grandes paixões, atualmente tem lojas em Nova Iorque, Londres, Genebra e no Japão.
Como referenciar: Christian Lacroix in Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2021. [consult. 2021-01-23 05:27:58]. Disponível na Internet: