Christian Wolff

Grande filósofo e matemático, Christian Freiherr von Wolff nasceu a 24 de janeiro de 1679, em Breslau, Silésia (hoje, Wroclaw, na Polónia). Filósofo, matemático e cientista, é muito conhecido por ter sido o porta voz alemão do movimento filosófico conhecido por Iluminismo, no século XVIII.
Estudou nas Universidades de Breslau, Jena e Leipzig e foi aluno do filósofo Gottfried Wilhelm Leibniz. Foi nomeado professor de matemática na Universidade de Halle em 1707, por indicação de Leibniz, mas foi expulso em 1723, sob acusação de ateísmo e determinismo moral. A primeira acusação tem um fundamento na afirmação de Wolff de que a moral manter-se-ia mesmo prescindindo da existência de Deus. A segunda explica-se pela sua adesão ao determinismo racionalista de Leibniz.
Foi professor de Matemática e Filosofia na Universidade de Marburg, Hesse, de 1723 a 1740.
Foi conselheiro científico de Pedro o Grande, de 1716 a 1725, o qual ajudou a fundar a Academia de Ciências de São Petersburgo, na Rússia. Tornou-se reitor da Universidade de Halle, de onde tinha sido expulso, em 1741, a pedido do rei da Prússia e ali ficou até 1754, ano em que morreu.
Wolff valeu-se do pensamento racionalista dos iluministas tais como Leibniz e Descartes, para desenvolver o seu próprio sistema filosófico matemático e racionalista. O racionalismo moderno toma uma sistematização rígida e mais formal, com Christian Wolff. O racionalismo moderno vai manifestar um carácter fenomenista abstrato. A Filosofia e a Metafísica deveriam ser construídas a priori, partindo dedutivamente, analiticamente, da ideia inata de ser.
Dado este método do pensamento de Wolff, compreende-se como ele se diferencia profundamente da escolástica clássica, aristotélico-tomista, a qual concebe a ciência como uma dedução necessária de elementos e princípios primeiros, mas baseados solidamente na experiência.
É notável o critério de verdade segundo Wolff, que consiste exclusivamente na coerência entre as ideias, sem existir relação entre o pensamento e o ser.
Quanto à ideia sobre ética, Wolff diz justamente que a lei moral não depende do arbítrio divino, mas é absoluta e necessária e deriva da própria natureza de Deus e das coisas por ele criadas. Em todo caso, Wolff não nega Deus, nem a religião natural, mas separa a Filosofia que conhece a religião natural da religião positiva.
Morreu a 9 de abril de 1754 em Halle, Prússia (atual Alemanha).
Algumas das suas obras filosóficas são em alemão, tendo outras em latim que obtiveram muito êxito: Philosophia rationalis sive lógica (1728); Philosophia prima seu ontologia (1729); Cosmologia generalis (1731); Psychologia empirica (1732); Psychologia naturalis (1734); Theologia Rationalis (1736-1737); Jus naturae (1740-1748); Jus gentium (1750); Philosophia Aforoli (1750-1753) e Aecconomia (1750).
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