Christine Ladd-Franklin

Investigadora e professora norte-americana, nasceu a 1 de dezembro de 1847, em Windsor, no estado de Connecticut, e faleceu a 5 de março de 1930, em Nova Iorque, em consequência de uma pneumonia.
Em 1865, formou-se pela Academia Wesleyan, em Wilbranham (estado de Massachusetts), onde estudou durante dois anos. No ano seguinte, entrou para o Vassar College, em Poughkeepsie, em Nova Iorque, que permitia o acesso às mulheres, para que elas pudessem obter o mesmo grau de educação que os homens. Em 1867, teve de interromper os seus estudos por dificuldades económicas, tendo estado a dar aulas em Utica, em Nova Iorque, e regressou a Vassar, em 1868, graduando-se um ano depois.
Durante nove anos, Christine Ladd-Franklin lecionou Ciências e Matemática, nas escolas dos estados de Pensilvânia, Massachusetts e Nova Iorque. A jovem prosseguiu os seus estudos em Matemática e publicou vários artigos em jornais, como Educational Times e The Analyst. Em 1876, a Universidade Johns Hopkins abriu em Baltimore (estado de Maryland), sendo James Sylvester o responsável pela disciplina de Matemática. Apesar da Universidade proibir o acesso a mulheres, Ladd-Franklin conseguiu que Sylvester a aceitasse para fazer o doutoramento em Matemática. Defendeu a sua tese, On the Algebra of Logic, em 1882, mas o certificado de graduação foi-lhe entregue quarenta e quatro anos depois, em 1926.
Em 1882, casou-se com Fabian Franklin, membro do departamento de matemática na Universidade Johns Hopkins, do qual teve dois filhos, sobrevivendo apenas a filha Margaret.
Em 1887, publicou os resultados das suas pesquisas no Jornal Americano de Psicologia e recebeu o título honorífico Doutora de Direito (LL. D.) pelo Vassar College. Entre 1891 e 1892, Fabian Franklin obteve uma licença sabática e foi aprofundar os seus estudos para a Universidade de Göttingen, na Alemanha. Christine Ladd-Franklin aproveitou esse período para realizar sessões experimentais das cores da visão no laboratório dessa Universidade, sob a orientação de Helmholtz e depois continuou a sua investigação também em Berlim e em Londres, onde se apresentou no Congresso Internacional de Psicologia. Depois de regressar aos EUA., foi professora de Lógica e Psicologia na Universidade Johns Hopkins, durante cinco anos, e na Universidade de Colúmbia, perto de quinze.
Ladd-Franklin colaborou na administração da Sociedade Sarah Berliner que procurava incentivar as mulheres com doutoramento a prosseguir as suas investigações científicas. Foi também uma das primeiras mulheres a pertencer à Associação Americana de Psicologia (APA).
Na sua investigação, Christine Ladd-Franklin propôs a ideia do antilogismo na área da lógica e apresentou teorias fundamentais sobre a visão binocular e as cores da visão. Publicou vários artigos e estudos, destacando-se Colour and Colour Theories (1929).
Como referenciar: Christine Ladd-Franklin in Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2020. [consult. 2020-09-24 19:18:39]. Disponível na Internet: