Christopher Reeve

Ator norte-americano, nasceu a 25 de setembro de 1952, em Nova Iorque, e morreu a 10 de outubro de 2004, vítima de uma paragem cardíaca, no Hospital de Northern Westchester, em Mount Kisco, Nova Iorque. Embora tenha desempenhado diferentes tipos de papéis, este ator alto, moreno e bem constituído será sempre lembrado como o Super-Homem. O facto de esta personagem memorável ter sido um modelo de força física serve, ironicamente, para acentuar a tragédia que se abateu sobre o ator quando, em 1995, ficou tetraplégico na sequência de uma queda de um cavalo, durante uma prova equestre.
Reeve começou a interessar-se pelo teatro aos 8 anos. Mais tarde, estudou Inglês e Música na Cornell University e fez uma pós-graduação em Arte Dramática. Trabalhou em Londres e em Paris e, quando regressou aos Estados Unidos da América, desempenhou um papel na série de televisão Love of Life, desde 1974 até 1976. Durante este período, estreou-se também na Broadway, numa peça em que atuou ao lado de Katharine Hepburn. No entanto, foi quando o escolheram para o papel de Clark Kent, o Super-Homem, de entre muitos outros atores como os famosos Robert Redford, Sylvester Stallone e Clint Eastwood, que Reeve se tornou uma estrela. O filme Superman: The Movie (1978), realizado por Richard Donner, foi um êxito estrondoso e valeu ao ator um Prémio da British Academy.
Posteriormente, seguiram-se outros filmes, como, por exemplo, Somewhere in Time, de 1980, Deathtrap, de 1982, The Aviator, de 1985 e The Remains of the Day, de 1993, mas também aqueles que lhe permitiram consolidar a imagem de super-herói: Superman II (1980), Superman III (1983) e Superman IV: The Quest for Peace (Em Busca da Paz, 1987). O argumento deste último foi escrito pelo próprio Reeve, e demonstra um aspeto muito importante da vida deste ator: a preocupação com o mundo. De facto, nos anos oitenta, enquanto a sua carreira se desdobrava entre o cinema, a televisão e os palcos, Reeve envolveu-se em vários causas sociais e fundou, juntamente com outros atores, uma instituição chamada Creative Coalition, que se ocupa de questões relacionadas com o ambiente, os sem-abrigo e com a proteção das Artes. Esteve também ligado à Amnistia Internacional, tendo ido ao Chile em 1987, para dar o seu apoio a autores presos por questões políticas. Depois do acidente, que lhe causou lesões múltiplas incluindo a fratura de várias vértebras do pescoço, o ator tornou-se um ativista na área da investigação e ajudou a fundar um centro especializado em doenças da coluna vertebral. Apesar do acidente que o paralisou, continuou a trabalhar, tendo protagonizado a adaptação televisiva de Rear Window (Janela Indiscreta, 1998), um remake de Alfred Hitchcock, e iniciado uma carreira como realizador (In the Gloaming, em 1997, e The Brooke Ellison Story, em 2004).
Christopher Reeve demonstrou sempre, após o acidente que o incapacitou fisicamente, uma enorme coragem e uma força imensa, alimentando a esperança de que os avanços da Medicina pudessem voltar a fazê-lo andar. Foi, neste contexto, um dos rostos que lutou pela autorização legal para a investigação com recurso a células estaminais que, até à data, suscitava questões éticas.
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