cianamida cálcica

Este produto contém no estado puro 35% de azoto, mas o produto comercial apresenta normalmente um teor de 20 a 22%.
A fixação do azoto atmosférico sob a forma de cianamida cálcica foi um dos primeiros métodos utilizados para a produção sintética de adubos azotados.
O processo de fabrico foi desenvolvido na Alemanha por Adolph Frank e Nicoderm Caro e a primeira indústria a produzir cianamida cálcica à escala industrial foi instalada em Piano d'Orta, em Itália em 1906.
A cianamida cálcica foi largamente utilizada durante a Primeira Guerra Mundial para a obtenção de amoníaco, a partir do qual se produzia o ácido nítrico indispensável à produção de explosivos.
Uma das características da cianamida cálcica como fertilizante é conter azoto em forma não diretamente assimilável pelas plantas. Aplicada ao solo, em condições favoráveis de humidade, a cianamida transforma-se em ureia.
Por ação dos microrganismos do solo, a ureia é depois transformada em formas amoniacal e nítrica, as quais são absorvidas pelas plantas.
A cianamida livre é um produto intermédio da transformação da cianamida cálcica no solo que é tóxico para as plantas em determinadas concentrações e este efeito pode ser aproveitado para a utilização do adubo como herbicida e, simultaneamente, fertilizante de culturas.
A cianamida cálcica, devido ao seu processo de fabrico, contém compostos cálcicos de natureza básica num total de 60%, expressos em óxido de cálcio, os quais conferem ao produto um alto poder neutralizante, sendo por isso utilizada para a fertilização de solos ácidos.
Como referenciar: Porto Editora – cianamida cálcica na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2021-10-22 13:06:13]. Disponível em