Circo Máximo (Roma)

Atribuído à época real mas muito provavelmente construído num período posterior.
Este circo, localizado entre o Palatino e o Aventino, hoje em dia só pode ser reconhecido através do traçado deixado no terreno onde outrora esteve instalado. De início a sua estrutura era de madeira. Em 329 a. C. foram construídos os lugares de onde partiam os carros e o muro central que cobria e canalizava o curso das águas. Em 174 a. C., Fulvio Flaco e Postumio Albino mandaram construir a obra de alvenaria e colocaram sete bolas de pedra para marcar as voltas dos carros. Agrippa, em 33 a. C., colocou delfins de bronze para o mesmo efeito. Júlio César usava o circo também para lutas entre feras. Augusto, por seu lado, quis construir um palco sagrado reservado às divindades dos jogos, e no ano 10 a. C. mandou colocar o obelisco de Ramsés II.
No século XVI o obelisco foi transferido para a Praça do Povo pelo Papa Sisto V. Cláudio foi responsável pelas obras de restauro após um incêndio no ano 30 e mandou construir estruturas de mármore com aplicações de bronze dourado. Novo incêndio em 64 arrasou o circo, reconstruído por Nero, que aumentou inclusivamente a sua capacidade. Com Domiciano sofreu novo incêndio e Trajano promoveu novas obras de restauro. Constantino também o restaurou e Constâncio II decorou-o com outro obelisco de Tutmósis III, que, tal como o anterior, foi retirado, desta feita para a Praça de São João de Latrão.
Nos seus tempos áureos acolhia 320 000 espectadores, que ali assistiam às corridas de carros e aos jogos romanos do início de setembro.
Como referenciar: Circo Máximo (Roma) in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-12-13 11:14:08]. Disponível na Internet: