circuito integrado

O circuito integrado como hoje o conhecemos é baseado no conceito criado por Kilby após o seu ingresso na Texas Instruments em 1958 ou seja, o conceito do circuito monolítico. A ideia era utilizar germânio ou silício para construir um circuito elétrico completo. Os trabalhos de Bardeen, Brattain, Shockley, e outros, com transístores estava na base de todo o raciocínio, componentes passivos como resistências e condensadores podiam ser obtidos por modelização linearizada de dispositivos semicondutores.
Com efeito, para demonstrar a viabilidade do conceito, Kilby implementou um oscilador e um multivibrador utilizando germânio. As ligações que utilizou baseavam-se em junções de fios de ouro fundidos termicamente, mas viria a perceber que as ligações poderiam ser realizadas por decomposição da camada condutora. Durante uma convenção em 1959, Kilby apresentou publicamente o "circuito sólido" que, mais tarde, viria a ser chamado de "circuito integrado".
Os pontos chaves necessários à construção de circuitos integrados são os transístores planares e o processamento fabril em batch fabril. Este último permite a construção de vários circuitos integrados a partir de uma única "bolacha" (wafer) de silício.
Com o aumento do poder de miniaturização, mais e mais componentes por milímetro cúbico podiam ser criados e, em 1975, já era possível encontrar chips com mais de 10 000 componentes eletrónicos. Nos dias de hoje existem circuitos integrados com inúmeras aplicações sendo inclusive possível, requisitar a construção customizada de um circuito para um determinado fim. Mesmo apesar de toda a miniaturização, o maior entrave à construção de circuitos integrados cada vez mais pequenos não está na tecnologia de construção do próprio circuito mas na dificuldade de dissipação térmica associada aos seus terminais.
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