circuncisão

A circuncisão consiste na remoção total ou parcial do prepúcio, prega de pele que recobre a glande do pénis. A sua remoção faz-se por via cirúrgica, para tratamento de fimoses ou mal-formações, como o prepúcio imperfurado congénito, ou ainda por questões religiosas e culturais.
A partir de meados do século XX, a circuncisão tornou-se uma prática médica vulgar, devido a considerar-se que permitia a redução da incidência de infeções urinárias, cancro do pénis e inflamações da glande e do prepúcio. No entanto, a sua frequência reduziu-se progressivamente, devido ao facto de a prática de hábitos de higiene regulares terem o mesmo efeito, sendo estes hoje comuns à maioria dos cidadãos.
A circuncisão é uma prática antiga, existindo registos da sua ocorrência já no século V a.C., no Egito Antigo, sendo praticada ainda hoje em muitas culturas e regiões, como um ritual de iniciação ou de passagem à idade adulta, como por exemplo, no Judaísmo, em que todos os recém-nascidos devem ser circuncidados nos primeiros dias de vida.
O termo circuncisão surge por vezes erroneamente aplicado a situações de mutilação genital feminina, já que estes processos são praticados apenas por questões culturais, em alguns países (Sudão, por exemplo), podendo assumir diferentes graus de mutilação: cliteridectomia, excisão e infibulação.
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