Citânia de Briteiros

Ruínas de um povoado pré-histórico, localizadas junto do monte de S. Romão, a 15 quilómetros de Guimarães, e postas a descoberto a partir de 1875, constituem um dos mais significativos povoados fortificados da Idade do Ferro conhecidos em território nacional. Estas ruínas de origem pré-romana evidenciam também traços de cultura céltica.
Depois de cerca de um século de trabalhos arqueológicos, revelou-se um núcleo populacional de aproximadamente 200 habitações, envoltas por quatro cintas de muralha. Destas muralhas conservam-se alguns vestígios, que nos permitem concluir que existiam linhas defensivas em volta do aglomerado populacional, a ocidente, e uma outra linha mais a norte. Estas casas apresentam três estruturas distintas. Temos casas circulares, retangulares e elípticas, dispostas de uma forma irregular por quarteirões definidos por arruamentos e divididas em pátios. A cobertura das habitações parece ter sido feita de colmo. Entre estas casas salienta-se uma de formato circular, perto do extremo meridional da muralha interior, o ponto mais elevado da citânia, que apresenta 11 metros de diâmetro. Este seria, muito possivelmente, o local usado para a reunião dos líderes deste povoado. Também se destaca um forno crematório, construído por um átrio quadrangular, uma antecâmara e uma galeria retangulares, formando um teto de duas águas. A fornalha tem a forma de uma ferradura. É igualmente digno de nota um conjunto de portas ornadas por motivos geométricos, uma fonte coberta e ainda um sistema de canalização.
Como referenciar: Porto Editora – Citânia de Briteiros na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2021-10-25 22:23:50]. Disponível em