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Língua Portuguesa
Clarice Lispector
Foi redatora jornalística enquanto estudava Direito, curso de que obteve o bacharelato em 1943. Nesse mesmo ano publicou o primeiro romance - Perto do Coração Selvagem, logo sendo filiada, por alguns críticos, na linha de James Joyce e Virginia Woolf. Contudo, é a partir de A Maçã no Escuro (1961) que a melhor crítica brasileira a situa, ao lado de Guimarães Rosa, no centro da ficção de vanguarda nacional.
Na sua escrita romanesca, o enredo é subalternizado pela invasão da intimidade das personagens. O estilo de Clarice Lispector é conciso, muitas vezes cru. As personagens revelam-se através de descrições minuciosas de atos e pela seleção milimétrica das palavras, que inevitavelmente vão indiciando verdades mais fundas, mesmo que nunca plenamente atingidas.
Na sua obra, de que são expoentes máximos A Paixão segundo G. H. (1964) e Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres, o uso da metáfora insólita, o recurso ao fluxo de consciência e a rutura do enredo factual desaguam na hipertrofia do momento interior e na crise da própria subjetividade: crise da personagem que intenta superar as fronteiras do seu próprio ego em busca de uma dimensão supra-individual; crise da linguagem e das suas relações convencionais, afetadas por construções sintáticas anómalas, nomeadamente através de inversões e antecipações de complementos; crise da narrativa, contaminada por um estilo quase ensaístico.
Entre os seus romances e livros de contos destacam-se, além dos acima citados: O Lustre (1946), A Cidade Sitiada (1949), Alguns Contos (1952), Laços de Família (1960) e A Legião Estrangeira (1964).
