Claridades do Sul

Volume de poesias de Gomes Leal, de 1875. onde, como o autor bem reconhece no posfácio intitulado "Algumas palavras", confluem "muitas e várias correntes do espírito humano, e muitas impressões, muitas nobres ideias do seu tempo", como sendo as influências diversas do romantismo social de Hugo, o humorismo satânico de Heine, o baudelairianismo, espelhado na visão decandentista da cidade ou no visionarismo sinestésico dos sonetos intitulados "O Visionário ou Som e Cor" ("Alucina-me a Cor! - A Rosa é como a Lira, / A Lira pelo tempo há muito engrinalada, / E é já velha a união, a núpcia sagrada / Entre a cor que nos prende e a nota que suspira."). Aludindo ao título, o autor classifica o seu livro como sendo o "dum meridional, mas dum meridional moderno, que celebra o Sol porque desperta o homem para a ação, para a Vida e para o Trabalho e que achou curioso, no seu tempo, fazer um livro de vida, de imaginação, de ironia, de sol, e de liberdade - o mais heroico dos ideais."
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