Cleómenes I

Rei de Esparta da dinastia Ágida, morreu em 488 ou 487 a. C., não se conhecendo a data do seu nascimento. Reinou entre 520 e 490 a. C. (ou 491). Chefiou uma expedição de apoio a exilados políticos atenienses que conseguiu expulsar de Atenas o tirano Hípias, em 510 a. C. Ainda nesta cidade, foi um dos apoios do oligarca Hiságoras contra Clístenes, em 508 ou 507, numa tentativa de se constituir um governo em Atenas propício a uma aliança com Esparta. Mas este desiderato acabou por ser impedido pelo povo.
Entretanto, decidiu-se também a limitar as intervenções de Esparta ao Peloponeso, como se verificou quando recusou ajudar a revolta jónica de Aristágoras de Mileto, em 499 a. C. Combateu, por seu turno, contra Argos, aniquilando o exército desta pólis em Sepéia (c. 494). A sua política era ambiciosa mas pouco coerente, fazendo com que tivesse entrado em choque com os éforos (grupo de cinco magistrados de Esparta) e até com o seu parceiro de governo Demarato, dos Euripôntidas, que tudo parece estava já a manobrar contra Cleómenes. Ainda que depois tenha conseguido fazer com Demarato fosse apeado do trono, Cleómenes foi banido e obrigado a exilar-se primeiro na Tessália e depois na Arcádia. De acordo com uma tradição nascida com Heródoto, Cleómenes terá morrido na sua pátria, em Esparta, ensandecido e talvez suicida.
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