cleptomania

A cleptomania é um termo técnico para designar roubo patológico.
A característica essencial da cleptomania é o fracasso recorrente em resistir a impulsos de roubar objetos, embora estes não sejam necessários para o uso pessoal ou pelo seu valor monetário. O indivíduo vivencia um sentimento subjetivo de crescente tensão antes do furto e sente prazer, satisfação ou alívio ao cometer o furto. O roubo não é cometido para expressar raiva ou vingança, nem é realizado em resposta a um delírio ou alucinação. Os objetos são roubados apesar de usualmente terem pouco valor para o indivíduo, que teria condições de comprá-los e frequentemente dá esses objetos de presente a alguém ou deita-os fora. O furto é cometido sem auxílio ou colaboração de outros sujeitos e não é planeado. A cleptomania do ponto de vista psicanalítico é uma somatização psicogénica por auto-compensação que origina uma tendência contínua de roubar. Normalmente, este processo inicia-se na infância e a criança autocompensa-se por uma profunda falta de afeto, uma carência de carinho e atenção, que a leva por vezes ao desespero. Autocompensa-se com "coisas" consoante o estado psíquico do momento, num descontrolo perfeito e numa ansiedade desenfreada, num apelo de atenção, porque a criança prefere ser castigada a ser ignorada.
A cleptomania deve ser diferenciada dos atos comuns de roubo ou furtos em lojas, já que estes são deliberados e motivados pela utilidade do objeto ou pelo seu valor monetário.

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