Colónia do Sacramento

Situada na margem norte do Rio da Prata, esta colónia foi fundada em 1680 pelos portugueses. Foi tomada de assalto pelo governador de Buenos Aires nesse mesmo ano e restituída pelos espanhóis em 1681. A devolução teve carácter provisório, uma vez que o diferendo acerca do direito sobre o território (que resultava de dificuldades em traçar o meridiano definido no Tratado de Tordesilhas) se arrastou. Aliás, a rivalidade entre Portugal e Espanha veio a resolver-se, neste capítulo, independentemente do texto daquele tratado, como a história conturbada da colónia deixa perceber.
A princípio mera povoação fortificada, Sacramento tornou-se, a partir de 1690, um centro de colonização, graças à política do governador D. Francisco Naper de Lencastre, que promoveu a exploração económica do território, apostando em atividades capazes de atrair e fixar colonos, como era o caso da agricultura.
Mas a posse portuguesa da colónia nunca deixou de ser precária. Em 1705, durante a Guerra da Sucessão de Espanha, Sacramento foi abandonada, para ser devolvida mais tarde, em 1715, de acordo com o Tratado de Utreque. Motivo de disputa repetida por parte das duas potências ibéricas, devido à posição estratégica que ocupava nas rotas do comércio de metais preciosos, a colónia do Sacramento viria a ser entregue à Espanha em 1750, nos termos do Tratado de Madrid. Nem assim, porém, os conflitos terminaram. Em 1753, com a assinatura do Tratado de Paris, a colónia foi restituída à Coroa portuguesa, regressando à posse espanhola com a assinatura do Tratado de Santo Ildefonso em 1777.
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