Colonização da Gronelândia

A colonização da Gronelândia, a maior ilha do Mundo, está envolta em muitas lendas e mistérios praticamente irresolúveis. Terá sido alcançada por monges irlandeses estabelecidos na Islândia, cerca de 870. Estes religiosos, promotores de um amplo movimento de evangelização e de espiritualidade na Alta Idade Média, ter-se-ão instalado nesta "terra verde" por essa altura, vivendo como eremitas ou em comunidades isoladas até à chegada dos Vikings, um século depois. Eric, o Vermelho, um colono viking proveniente da Islândia, pai do célebre Leif Eriksson, alcança a Gronelândia por volta de 982. Considerado por muitos o verdadeiro descobridor da ilha, terá uma ação preponderante na organização de diversos povoados vikings cujo desenvolvimento e história permanecem, em grande medida, por conhecer; há, inclusivamente, quem acredite que estes colonos, maioritariamente estabelecidos na parte sul da ilha, terão entrado em contacto com elementos da lendária cultura de Tule (segundo os Romanos, a última parte do Norte habitada) instalados mais a norte, ao longo da costa oeste, pela mesma altura. Entre 1262 e 1380, a ilha passa a estar sujeita à soberania norueguesa. A partir desta última data, a unificação das coroas dinamarquesa e norueguesa colocam-na sob a autoridade da Dinamarca. No início do século XV, as colónias vikings da Gronelândia praticamente desapareceram, talvez devido a mudanças climatéricas, que deram origem a um período de arrefecimento global conhecido pelo nome de "Pequena Era Glaciar", tornando extremamente difícil ou impossível a vida nessa região. Com isso, interromperam-se os contactos entre a Europa e a Gronelândia. Mais tarde, durante o descobrimento da "Passagem do Noroeste", a ilha foi novamente avistada; o navegador inglês John Davis visitou-a em 1585; as suas viagens de exploração, acompanhas por outros navegadores como Henry Hudson e William Baffin, deram a conhecer a costa oeste da Gronelândia.
Como referenciar: Porto Editora – Colonização da Gronelândia na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2021-12-04 23:49:17]. Disponível em