Comigo (versos dum solitário)

Volume de poesias de Manuel Laranjeira, datado de 1911, revelador de uma atitude de ensimesmamento e introspeção, direcionada para uma busca incessante e dececionada do sentido da existência: "Perdida a fé que consiste/ em deixar-se adormecer/ na ilusão de quanto existe,/ o desejo de viver/ já não tem asas; e a vida/ dá vontade de morrer,/ por não poder ser vivida/ como o desejo a sonhava..." ("Comigo (diálogo com a minha alma)"). Esta poesia que canta "A tristeza de viver", "A saciedade dos insatisfeitos", é atravessada pela isotopia da morte ("Vendo a morte", "O último diálogo"), que se desdobra em motivos outonais e crepusculares ("À tarde", "Na rua").
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