Companhia União Mercantil

O desenvolvimento económico dos territórios ultramarinos foi comprometido pela ineficiência do sistema de comunicações. Não havia, até 1810, uma linha de comunicação regular entre a metrópole e as colónias portuguesas. A situação pouco ou nada se alterará até meados do século XIX.
Só a ilha de S. Vicente, em Cabo Verde, é que possuía uma carreira de navegação a título permanente, a funcionar desde 1851, na qual operavam paquetes britânicos que se dirigiam para o Brasil. No século XIX o Governo português investira no progresso das comunicações, ao assinar um contrato com uma companhia francesa para estabelecer linhas de navegação regulares entre Lisboa e Angola. Mas esta iniciativa foi totalmente inconsequente.
Neste período chegou, de facto, a existir uma carreira marítima a funcionar entre a metrópole e o ultramar. Era a Companhia União Mercantil, que ligava a capital do reino a Luanda, em Angola; contudo, também esta tentativa falhou quando a empresa abriu falência.
Na década seguinte (1864) Portugal voltou a tentar estabelecer um contacto mais eficiente com as colónias decidindo investir numa companhia de navegação inglesa para estar ligada às colónias da África Ocidental. Desta feita, a empresa foi bem sucedida.
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