Conde de Castelo Melhor

Luís de Vasconcelos e Sousa (1636-1720) foi o 3.º Conde de Castelo Melhor e o 6.º Conde da Calheta.
Nomeado gentil-homem da câmara do rei D. Afonso VI, urdiu uma ação que acabou por pôr termo à regência de D. Luísa de Gusmão, em 1662. Esta entregou o poder ao filho e retirou-se para o mosteiro de Xabregas. O conde de Castelo Melhor afastou todos aqueles que podiam ser um entrave às suas ambições e foi nomeado Escrivão da Puridade. Fez-se rodear de homens da sua confiança e teve papel importante no destino político do país. Venceu os espanhóis nas batalhas do Ameixial (1663) e de Montes Claros (1665), pondo fim a uma luta que se arrastava desde 1640.
Para manter a independência, negociou o casamento de D. Afonso VI no seio da corte de Luís XIV. Só através da ação do marquês de Sande a princesa D. Maria Francisca Isabel de Saboia concordou com a união. Como esta queria ter parte ativa no governo, estabeleceu-se um clima de animosidade entre o conde e a rainha que resultou na sua deposição (1667) e condenação ao exílio em Inglaterra de onde só regressou após a morte de D. Maria Francisca, em 1687. Todas as tentativas para regressar ao país foram ineficazes. Durante a sua estada naquele país salienta-se a sua ação junto da rainha D. Catarina.
De regresso a Portugal instalou-se em Pombal, tendo sido depois chamado por D. João V para fazer parte do Conselho de Estado.
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