Condorcet

Pensador, matemático e revolucionário francês, Marie Jean Antoine Nicolas de Caritat, marquês de Condorcet, nasceu em 1743 e faleceu em 1794. As suas ideias a favor de certas reformas legais e educacionais, a sua posição pela tolerância religiosa e contra a escravatura fazem dele uma figura típica do Iluminismo.
Destacou-se nas ciências exatas, ingressando na Academia das Ciências em 1769. Tornou-se também membro de outras academias europeias.
Em 1789, aderiu com entusiasmo à Revolução Francesa. Envolvendo-se profundamente na atividade política, criou um projeto para uma nova constituição, representativo de posições moderadas e que foi rejeitado a favor do grupo revolucionário mais radical (de Maximilien de Robespierre). Acabando por ser perseguido pela revolução que tanto tinha apoiado, Condorcet foi preso.
Foi enquanto vivia na clandestinidade que escreveu a obra que o tornou conhecido mundialmente: Esquisse d'un tableau historique des progrès de l'esprit humain (1795). Bem de acordo com o espírito racionalista do seu tempo, Condorcet sustenta aqui que a ignorância se associa ao vício e o conhecimento à virtude. Para ele, a História é o progresso do conhecimento humano e, portanto, da virtude. Trata-se de uma doutrina otimista, que pressupõe a capacidade de o Homem se aperfeiçoar infinitamente.
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