Conselho de Regência

A nova ordem política trazida pela Revolução Francesa de 1789 e as invasões napoleónicas abalaram o Ocidente da Europa. Só a Inglaterra resiste ao imperador Napoleão Bonaparte, arrastando Portugal para uma posição de indecisão entre este aliado e a França.
Por isso, a 29 de novembro de 1807, com as tropas de Junot às portas de Lisboa, D. João VI com a família real portuguesa e um imenso séquito de fidalgos, altos funcionários e militares, embarca apressadamente para o Brasil para evitar a capitulação.
Dias antes de partir para o Brasil, o Príncipe Regente D. João nomeara um Conselho de Regência, para governar Portugal na sua ausência. Depois da primeira invasão, a Corte pede ao governo inglês um oficial para reorganizar o exército. Surge, então, o general Beresford, que é nomeado generalíssimo do exército português.
Dissolvido em fevereiro de 1808, o Conselho de Regência foi restabelecido em setembro. Para além do marechal Beresford (responsável pela reorganização do exército), faziam parte deste Conselho de Regência D. Miguel Pereira Forjaz (representante da Nobreza) e o Principal Sousa (representante do Clero).
D. João VI apenas subirá ao trono, enquanto 27.º rei de Portugal, por morte de D. Maria I, em 1816 e autoriza Beresford a organizar o recrutamento militar, sem preocupação com os regulamentos existentes e independentemente da Regência que governava Portugal.
Só em 1820, após a revolta militar no Porto, em agosto, e no mês seguinte em Lisboa, o Conselho de Regência foi destituído, nomeando-se um governo interino.
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