Constâncio I Cloro

Imperador romano do Ocidente (?-306 d. C.), reinou entre 305 (César em 293) e 306, durante o período da Tetrarquia. Era pai de Constantino, seu herdeiro no trono imperial.
Constâncio era governador da província da Dalmácia (aproximadamente a costa da atual Croácia) quando Diocleciano ascendeu ao trono imperial (284). Em 293 foi escolhido, com Galiero, como um dos dois Césares da Tetrarquia recentemente constituída pelo imperador Diocleciano. A Constâncio foram-lhe confiadas todas as províncias a norte dos Alpes. Coadjuvado por Asclepiodoto, conseguiu dominar a revolta de Aleto, um usurpador da Bretanha (atual Inglaterra). Lactâncio, um letrado e historiador cristão, afirma que durante a grande perseguição contra os cristãos desencadeada nos territórios governados por Constâncio nunca se cometeram excessos e apenas se procedeu unicamente à destruição de edifícios de culto. Mesmo que esta versão de Lactâncio seja verdadeira, não se pode deixar de aferir hostilidade e crueldade a Constâncio, pois mesmo para um pagão devoto os templos eram indispensáveis para a prática religiosa.
Uma das tarefas que dominou a experiência governativa de Constâncio foi a vigilância e defesa do limes do Reno. Trier (Treveros, na Alemanha), que era a sua base principal junto ao Reno, foi engrandecida por Constâncio I com uma série de edifícios públicos próprios de uma cidade imperial.
Em 305, tornou-se Augusto (imperador do Ocidente) na sequência da abdicação de Diocleciano e Maximiano. Todavia, foi fugaz o seu império, pois faleceu em 306 em York (Inglaterra). As tropas não tardaram, entretanto, a aclamar um novo imperador: Constantino, seu filho.
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