Construtivismo

As bases deste movimento vanguardista afirmam-se ao longo das décadas dez e vinte do século XX, na Rússia, tendo sido lançadas por artistas como Vladimir Tatlin e Aleksandr Rodchenko e definitivamente fixadas em 1923 no Programa do Grupo Construtivismo. Afastando as noções tradicionais sobre arte e anunciando o fim da arte pela arte, este movimento defendia a imitação das formas e dos processos das tecnologias modernas. Voltado para a produção de formas objetivas, úteis ao povo e à cidade, o construtivismo é definido como "a organização eficaz de elementos materiais". Por este motivo, esta corrente estende as suas áreas de intervenção a diversas formas de expressão, para além das artes plásticas: tipografia, artes aplicadas, cenografia, dança, mobiliário e design industrial.
Numa segunda fase, o construtivismo evolui no sentido do produtivismo, aliando a tendência materialista à ideia de abstração. O artista transforma-se em produtor de objetos ao serviço da nova cultura comunista.
Embora tenha constituído a faceta cultural dos primeiros anos da Revolução Soviética, o movimento dilui-se quando o próprio regime político que o sustentou ideologicamente perde o seu interesse por uma arte de vanguarda e laboratorial. O movimento construtivista ultrapassou as fronteiras da União Soviética, estendendo-se ao longo dos anos 20 e 30 a outros países da Europa, como a Alemanha e a Holanda. O seu âmbito é alargado à arte abstrata geométrica, determinando a evolução de correntes como o Neoplasticismo holandês.
Como referenciar: Construtivismo in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-11-18 22:42:29]. Disponível na Internet: