Convenção de Lomé

A Convenção de Lomé foi assinada, em 1975, entre a Comunidade Europeia, atualmente União Europeia, e 70 nações de África, Caraíbas e Pacífico (ACP). Visava, essencialmente, apoiar as colónias do Reino Unido, da França, da Holanda e da Bélgica, oferecendo-lhes uma ajuda de mais de 18 biliões de dólares, durante os cinco anos seguintes, e assegurando-lhes igualmente o direito de livre acesso aos mercados europeus na agricultura e mercadorias industriais.
A Convenção de Lomé foi considerada um modelo de cooperação Norte-Sul. Garantiu aos estados ACP biliões de dólares de ajuda europeia, válida por períodos renováveis de cinco anos.
Após o término de um novo período que decorreu até 2000, o Pacífico Sul preparou-se para um longo processo de renegociação com os Estados Unidos sobre o futuro da Convenção. Um dos pontos que esteve em debate foi o atum enlatado, que constitui um dos maiores negócios de exportação para a maior parte destes países. Esta indústria é crucial para a sobrevivência, a longo termo, da economia da maioria das nações ACP.
O novo acordo entrou em vigor a 1 de março de 2000, com a duração de vintes anos, em vez dos habituais cinco, nele estão envolvidos 77 países. A ajuda financeira da UE tem por objetivo ajudar a combater a pobreza nesses países e assegurar o seu desenvolvimento. O acordo visa também fomentar o respeito pelos direitos humanos e pela natureza.
Como referenciar: Convenção de Lomé in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-11-14 08:42:07]. Disponível na Internet: