cortiça

A cortiça é nome vulgar do súber ou tecido suberoso originado a partir da atividade da felogénio (câmbio lenhoso próprio do caule e raiz de árvores gimnospérmicas e dicotiledóneas).
Este tecido é formado por células de parede espessa constituídas por elevadas quantidades de suberina (mais de 60% na cortiça do sobreiro), e por ceras, lenhina, celulose, outros polissacarídeos e tanino.
A cortiça obtém-se principalmente da casca do sobreiro. Designa-se por cortiça virgem a que se obtém da primeira camada e cortiça segundeira, a que se obtém da segunda vez, ou seja, da primeira reprodução. A cortiça apresenta diversas aplicações devido à sua leveza, flutuabilidade e eficiência como isolante. Além disso, também é má condutora da corrente elétrica e do calor, é elástica e não absorve os líquidos.
Como resíduo, pode ser reutilizada no fabrico de cortiça comprimida e do linóleo.
Portugal é um dos principais países exportadores de cortiça, sobretudo no domínio da cortiça trabalhada. Produz e industrializa mais de 50% da cortiça mundial.
A produção de cortiça começou a expandir-se a partir do século XV. As primeiras atividades produtoras de cortiça surgiram no século XVII e a indústria de rolhas lançou-se a partir de cerca de 1822. No entanto, a indústria corticeira só começou a desenvolver-se nos finais do século XIX.
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