Crato

Aspetos Geográficos
O concelho do Crato, do distrito de Portalegre, ocupa uma área de cerca de 390 km2, localiza-se no Alentejo (NUT II) e no Alto Alentejo (NUT III) e abrange seis freguesias: Aldeia da Mata, Crato e Mártires, Flor da Rosa, Gafete, Monte da Pedra e Vale do Peso.
O concelho encontra-se limitado a norte pelos concelhos de Nisa e de Castelo de Vide, a oeste pelos de Gavião e de Ponte de Sor, a sudoeste pelo de Alter do Chão, a sul pelos de Alter do Chão e de Monforte, e a este pelo de Portalegre.
O concelho apresentava, em 2005, um total de 4068 habitantes.
O natural ou habitante de Crato denomina-se cratense.
Possui um clima marcadamente mediterrânico, caracterizado por uma estação seca bem acentuada no verão. A precipitação é irregular.
O edificado distribui-se na encosta de uma colina. O relevo é relativamente plano e suave, destacando-se apenas dois montes, o de Campainhas (311 m) e o Esteval (317 m).
Como recursos hídricos, possui a ribeira de Caldeirão, a ribeira de Várzea, a ribeira de Seda, a ribeira de Linhais e as Termas de Monte da Pedra, com água de natureza bicarbonatada, sódica e fluoretada, com uma temperatura à volta de 19,5 °C.
História e Monumentos
Crato foi fundada pelos Cartagineses, há mais de 2500 anos. Por volta de 60 a. C., estas terras foram conquistadas pelos Romanos, que remodelaram e organizaram o castelo aí existente de acordo com a sua conceção tática, estabelecendo nele uma base militar e um centro político e administrativo. Entre os anos de 706 e 1160, os mouros apoderaram-se deste território. O Crato esteve sob o domínio muçulmano durante 454 anos, até que D. Afonso Henriques o conquistou definitivamente.
Teria como designação inicial Castraleuca ou Castra-Leuca. No decorrer dos séculos, e por alterações sucessivas, passou a ser Ucrate ou Crate e, por fim, Crato. Em 1232 o território foi doado à Ordem dos Hospitalários por D. Sancho II. Mem Gonçalves, na altura Prior da Ordem, deu o primeiro foral à vila nesse mesmo ano. Esta recebeu um novo foral em 1512, outorgado por D. Manuel I.
Ao nível do património monumental e arquitetónico, é de referir o Mosteiro de Santa Maria de Flor da Rosa, cuja primeira referência documental data do ano 1351, sendo a data de fundação o ano de 1356. É um imponente monumento mandado erguer por D. Álvaro Gonçalves Pereira, constituído por fortaleza, paço fortificado, templo e mosteiro, que albergou a Ordem do Hospital, e, posteriormente, a Ordem de Malta. A Igreja de Flor da Rosa data do século XIV e é um monumento em estilo gótico. Desde 1995 este mosteiro, remodelado, funciona como uma atraente pousada.
A Igreja Matriz do Crato ou de Nossa Senhora da Conceição data do século XIII, embora com sucessivos acréscimos, subsistindo da época a estrutura imponente da torre sineira. Quanto ao estilo, denotam-se alguns traços góticos. Possui três naves e cinco tramos, separados por quatro pares de arcos ogivais e um arco de volta perfeita.
Tradições, Lendas e Curiosidades
No artesanato são de salientar os trabalhos em madeira e em granito, como as cantarias, as lareiras, a escultura, os bordados e a olaria.
Como instalação cultural, é de destacar o Centro Cultural de Gáfete.
Economia
No concelho, todos os setores da atividade económica assumem relativa importância, sobressaindo o setor terciário, na área do pequeno comércio e dos serviços ligados à exploração do complexo termal.
No setor primário, a agricultura tem ainda uma grande importância, predominando os cultivos de cereais para grão, os prados temporários e as culturas forrageiras, a vinha, o pousio, o olival, os prados e as pastagens permanentes. A pecuária mantém alguma importância, nomeadamente na criação de aves, ovinos e bovinos.
Quase 25% (235 ha) do seu território encontra-se coberto de floresta.
Como referenciar: Crato in Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2020. [consult. 2020-11-23 22:36:55]. Disponível na Internet: