Crinoides

Os Crinoides, classe dos equinodermos, apresentam alguns caracteres muito primitivos. O registo fóssil mostra que os crinoides já foram muito mais abundantes do que são hoje.
Estes equinodermes, com aspeto de flor, vivem abaixo das linhas de maré até profundidades abissais. O corpo forma um cálice pequeno em forma de taça, formado por lâminas calcárias, ao qual se ligam cinco braços flexíveis que se bifurcam para formar dez ou mais apêndices finos providos de pínulas laterais e alargadas dispostas como as barbas de uma pena. Os lírios-do-mar possuem um pedúnculo que liga por um lado o cálice e por outro fixa-se ao fundo do mar por meio de prolongamentos em forma de raízes. As estrelas plumosas (Antedon) não possuem pedúnculo mas possuem cirros flexíveis que lhes permite captar pequenas partículas na água.
O alimento consiste em plâncton microscópico e detritos. Nestes animais o celoma é pequeno, e as gónadas podem não estar diferenciadas. Os gâmetas formam-se a partir do tecido epitelial das pínulas. Alguns Crinoides põem os seus ovos diretamente na água, mas outras espécies mantêm-se aderentes às pínulas até ocorrer a eclosão. Os Crinoides possuem grande capacidade de regeneração, pois são capazes de desprender os seus braços ou grande parte do cálice e de imediato renovar estas partes.
Os Crinoides foram especialmente abundantes no Paleozoico, e muitos leitos calcários de elevada espessura são constituídos principalmente por crinoides fósseis.
Das espécies atuais cerca de 80 são lírios-do-mar que vivem nos fundos aderentes aos recifes de coral. Os restantes são penas-do-mar, de vida livre, como Antedon, que podem nadar utilizando os seus longos braços. Muitos Crinoides atuais têm cor viva - amarelo, vermelho, branco, verde ou castanho. As penas-do-mar abundam especialmente nos recifes de corais do oceano Pacífico.
Como referenciar: Crinoides in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-12-09 02:48:49]. Disponível na Internet: