Crise do petróleo (anos 70 do séc. XX)

No fim dos anos 50 do século XX a produção mundial de petróleo excedia consideravelmente a procura. O preço do produto desceu e, com isso, diminuiu também a quantidade de dinheiro pago pelas grandes companhias petrolíferas às nações produtoras.

Como reação a esta enorme quebra das receitas, funda-se a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) em 1960, reunindo doze países: Argélia, Gabão, Indonésia, Irão, Iraque, Koweit, Líbia, Nigéria, Qatar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Venezuela (o Equador fez parte desta organização entre 1973 e 1992), com sede em Viena de Áustria.
Para além disso, alguns países nacionalizaram a produção petrolífera e os equipamentos das companhias, conseguindo assim lucros consideráveis.

No início dos anos 70, a procura internacional de petróleo começou a exceder a produção. Entre 1973 e 1974, a OPEP quadruplicou os preços do crude para cerca de 12 dólares o barril. Em 1979 e 1980, os membros da Organização votam uma nova alta de preços e o barril passa a valer 30 dólares.

Esta política dos países produtores viria a criar enormes problemas de inflação nas nações industrializadas. Governos e bancos aumentaram as taxas de juro, agravando o problema de pagamento de dívidas, que ainda hoje atormentam grande parte dos países em vias de desenvolvimento.

Subsequentemente, os efeitos combinados da contenção e redução do consumo de petróleo pelas nações compradoras enfraqueceu a procura.

A pressão no sentido da descida dos preços intensificou-se após a descoberta de novos poços de petróleo e devido à incapacidade de diversos países membros da OPEP em aguentar as quotas de produção estabelecidas pela Organização para manter os preços.

No início de 1986 os preços baixaram para menos de 10 dólares o barril. Apesar de alguma recuperação posterior, raramente excederam os 20 dólares, exceto durante a Guerra do Golfo, quando subiram temporariamente para 25 dólares o barril.

Refira-se ainda que em 1976 a OPEP criou um fundo de ajuda aos países mais pobres, para compensar os efeitos da subida dos preços do petróleo nas suas economias e incentivar programas de desenvolvimento económico e social. O capital inicial rondava os 800 milhões de dólares mas no princípio dos anos 90 ascendia a mais de três mil milhões de dólares.
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