Crise do Suez

Conflito que envolveu a Grã-Bretanha, França, Israel e o Egito, causado pela nacionalização da companhia anglo-francesa do canal do Suez, determinada pelo presidente egípcio Nasser, a 26 de julho de 1956.
O primeiro-ministro britânico Anthony Eden temia que Nasser ameaçasse as remessas de petróleo do Golfo da Pérsia e o seu comércio com o Extremo Oriente, com a perda da preponderância no Médio Oriente. Para tentar derrubar Nasser, Inglaterra planeou uma ofensiva militar. França sentia-se ainda mais ameaçada do que Inglaterra, porque os egípcios participavam ativamente no movimento de independência da Argélia. Eisenhower, o presidente americano, foi o único a rejeitar a ideia de um conflito armado. Esta recusa dos Estados Unidos levou França e Inglaterra a procurarem apoio junto de Israel, um inimigo conhecido do Egito. Em outubro de 1956 Israel atacou o Egito, na Península do Sinai, na tentativa de forçar o país a assinar um ultimato. Tal não veio a acontecer, e os britânicos resolveram bombardear os campos aéreos egípcios.
A URSS via com maus olhos esta intervenção militar e intencionava apoiar o Egito. Confontados com esta possibilidade, os EUA patrocinaram o debate de uma resolução pacífica, posto de parte pelos franceses e ingleses. Mas o cessar-fogo tornara-se inevitável pelo desgaste das forças britânicas. A 5 de novembro os combates cessaram, e no ano seguinte (1957) o primeiro-ministro inglês abandonava as suas funções, perante uma derrota inequívoca.
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