Crise dos Mísseis de Cuba

Na sequência da Revolução triunfante de 1959, Cuba empreende uma aproximação política estratégica à ex-URSS, afastando-se radicalmente dos EUA e tornando-se, cada vez mais, um dos palcos mais "quentes" da Guerra Fria.
Depois do fracasso americano na Baía dos Porcos, em abril de 1961, Cuba e a ex-URSS firmam convénios militares e ao mesmo tempo que os EUA de Kennedy estão decididos a vingar aquele desastre, Moscovo acusa Washington de atos de opressão contra Cuba e declara, em 11 de setembro, estar a enviar auxílio militar (conselheiros e armas) para este país, o que preocupa os EUA.
Em 1962, Khrushchev decide implantar secretamente mísseis soviéticos em Cuba. A 16 de outubro do mesmo ano, fotografias aéreas da CIA revelam a existência de rampas de lançamento capazes de receber mísseis nucleares em fase de instalação na ilha de Fidel. A 18 de outubro, o presidente Kennedy toma conhecimento do transporte em navios soviéticos de mísseis em direção a Cuba. Perante a opinião pública em pânico, o Governo dos EUA decide agir com firmeza. O mundo sentia-se à beira da guerra. Kennedy ameaça invadir Cuba ou bombardear as rampas de lançamento, mas opta por uma solução que ainda hoje perdura: o bloqueio naval à ilha, decretado a 22 de outubro. Doze cargueiros russos invertem, então, a marcha.
A 26 desse mesmo mês, Khrushchev anuncia oficialmente a Kennedy que retira os seus mísseis sob controlo da ONU, com a condição dos EUA não invadirem Cuba. A crise, neste cenário, acaba por se desvanecer em 28 de outubro.
O mundo podia respirar de alívio.
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