Cristóvão Aires

General do exército, nascido a 27 de março de 1853, em Ribandar, Goa, e falecido em 1930, em Lisboa, agraciado com as ordens de S. Tiago, de S. Bento de Avis e de Carlos III de Espanha, foi autor da monumental História orgânica e política do exército português (em 19 volumes, 1896-1921), tendo-se dedicado também ao estudo da figura de Fernão Mendes Pinto. Exerceu os cargos de secretário-geral da Academia das Ciências de Lisboa e diretor do Jornal do Comércio. Conviveu de perto com Tomás Ribeiro, com quem tinha em comum o facto de ter vivido na Índia, Gonçalves Crespo e Maria Amália Vaz de Carvalho, seus cunhados. Colaborou em periódicos como A Renascença e A Folha Nova.A sua obra poética inscreve-se no Parnasianismo, revelando sobretudo a influência da tendência orientalista de Leconte de Lisle, patente na reflexão do imaginário indiano.
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