Cristóvão da Gama

Nascido por volta de 1515, em Évora, era filho de D. Vasco da Gama e de D. Catarina de Ataíde. Recebeu o cargo de capitão de Malaca e o de fidalgo da Casa Real depois de voltar da Índia (para onde tinha ido em 1532, na esquadra de Pedro Vaz do Amaral), e como recompensa da bravura lá demonstrada. Efetuou diversas empreitadas depois de voltar à Índia em 1538 sob a direção do seu irmão, D. Estêvão da Gama, enquanto este foi governador. Acabou por morrer em 1542, depois de ter sido feito prisioneiro numa dessas expedições, efetuada na Abissínia contra o xeque de Zeilá. A obra Historia das cousas que o mui esforçado capitão Dom Cristóvão da Gama fez nos reinos do Preste João com quatrocentos portugueses que consigo levou (1564), de Miguel de Castanhoso, relata este episódio.
O padre Jerónimo Lobo foi feito depositário dos restos mortais deste intrépido homem de armas até chegarem a Portugal, tendo sido achados pelos seus descendentes. Houve inclusivamente uma tentativa por parte de um seu familiar, com pouco sucesso, de o canonizar.
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