cronista

Enquanto escritor de crónicas, a tarefa de cronista equivale à de historiador, cabendo-lhe a missão de narrar os factos de determinada época ou reinado. A primeira referência ao cargo oficial, remunerado, de cronista em Portugal surge em 1434, quando o rei D. Duarte incumbe Fernão Lopes de "pôr em crónica as histórias dos reis que antigamente foram em Portugal". Já antes de Fernão Lopes se tinham composto crónicas, simplesmente o cargo de cronista não existia de forma "profissionalizada", devendo-se a composição ao impulso de um compilador que refundia, traduzia ou continuava registos historiográficos anteriores, como no caso da composição por D. Pedro, conde de Barcelos, da Crónica Geral de Espanha de 1344. O cargo de cronista, em Fernão Lopes, excedeu ainda o dos cronistas anteriores, na medida em que, ao cumular essa função com a de guarda-mor da Torre do Tombo, tinha ao seu alcance os arquivos e documentos oficiais do Estado, que, conjugados com outra documentação, lhe permitiam efetuar uma investigação histórica mais crítica e fidedigna.
Como referenciar: cronista in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-12-11 14:56:23]. Disponível na Internet: